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Resultado da busca por: "vagabundas"

NiggaLinks (#316)

As vinte cervejas mais vagabundas do Brasil

Quem diria que o Acidez Mental ainda existe e que eu veria esse post na minha timeline do Facebook? Eles fizeram uma lista com as dez piores cervejas, eu dei uma ampliada e acrescentei mais dez. Todo mundo sabe que as cervejas brasileiras são ruins, a maioria é 70% milho e outros ~cereais não maltados~ causam diarréia, dor de cabeça e algumas até cafubira, veja essa singela listinha das vinte piores cervejas que você deve evitar beber antes de morrer:


MALTA


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?Abre Uma!? é o seu slogan, conselho que você não deve seguir nem se enfiarem uma agulha de tricô na sua uretra. Mais fétida que o cabelo do Carlinhos Brown, lembra Cebion dissovido em caldo Knorr. Tão lastimável que se fosse a única bebida alcoólica do mundo, imediatamente eu iria para o AA: ?Oi, meu nome é Raphael, é minha 16ª passagem por aqui. Pretendo me livrar do álcool e, dependendo da mensalidade da Univer$al, virar evangélico..?.


BAVARIA


Cartaz Amendoim Bavaria


Já vão longe os tempos em que Leandro & Leonardo e outros sertanejos cantavam seus jingles na TV. Hoje a pobre Bavaria não tem nem site ? foi relegada à prateleira de baixo dos supermercados, geralmente em latinhas amassadas. Ela não tem o chulé nem o gosto exagerado de álcool presente nas outras low-cost. Seu problema está no gás, que é estranhamente ardido. Fora isso, beleza. É uma Skol de quarto mundo.

RIO CLARO


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É uma cerveja inofensiva, e isso não é um elogio. Se estiver bem gelada, até te passa a perna num primeiro momento. Basta a temperatura subir 0,5ºC para o desespero começar. Sem ?punch? nenhum, tem gosto de gelo derretido em copo de uísque vagabundo ? também conhecido como gosto de água suja. É saída para fazer quantidade em fim em churrasco, servida após várias rodadas de cervejas boas.


SAMBA


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Achei que o nome se justificaria no dia seguinte, pela chance de acordar com a bateria da Vai-Vai alojada na cabeça. Mas não é que ela é razoável no quesito harmonia? Vai bem também no fantasia, pois o selo protetor não gruda na lata. Perde pontos em evolução, já que é produzida pela Conti. Mas se tratando de vagabundas, a Samba é melhor que muita musa do Funk.


FREVO


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Diretamente de Recife, a cerveja Frevo tem gosto de sarampo líquido (e ela nem é tão líquida assim) misturado com hemodiálise. A cada três goles, uma lágrima escorre do olho esquerdo. A essa altura, o direito já está cego. Nem para Tubarão que quiser harmonizar um suculento surfista com algo líquido é recomendada.


MÃE PRETA


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Na teoria é tipo Stout, na prática é Caracu misturada com a diarréica Malzbier. Sua rançosa espuma te premia com um bigode à la baixinho da Kaiser, que ?pegou? a Karina Bacchi, que por sua vez, ?ficou? com o Cristiano Ronaldo. Pelo gosto e nome, Mãe Preta deveria ser a cerveja oficial da macumba: harmoniza com o charuto do Pai de Santo e é ideal pra embebedar a galinha do despacho.


CINTRA


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Pense no desespero. Agora imagine que ele é uma cerveja. Eis a Cintra, apelidada pela nossa equipe de ?Skol from hell?. No copo, ela apresenta mais bolhas que água tônica e um dourado pálido e pouco convidativo. O colarinho lembra espuma suja de garapa. Mostrou alto grau de ?empapuçamento?, prejudicando o restante da noite de degustação, já que ao tomar você desenvolve uma momentânea aversão a alcool.


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CRYSTAL


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Seguindo a estelionatária tendência das latinhas mais finas, a Crystal deixa um gosto na boca que lembra demais um Guaraná Diet genérico. Para ?ajudar?, a cola do selinho gruda na lata e deixa vestígios de alumínio e cola. O 1º gole é horrível. A 1ª lata é difícil de tomar. Mas, depois de ficar meio bêbado, com certo esforço dá para pensar que é Brahma guardada aberta de um dia para o outro sob a churrasqueira.


CONTI


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A breja disputa em pé de igualdade com a Cintra o título de ?Skol from Hell?, ou seja, cerveja com gostinho de Álcool Zulu que vai bater no seu fígado com raiva. Antes disso, ela assusta pelo cheiro e pela aparência quase sem espuma e sem bolhas. Recomendada apenas para os mais fortes (e aos suicidas).


BELCO


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Foi a única cerveja que não consegui tomar uma lata inteira. Ela é doce de um jeito bizarro e vira espuma de shampoo para lavar cachorro quando entra em contato com a língua. E, claro, nem para te deixar bêbado serve. É a pior cerveja já feita. Quem não pode beber, que peça uma Coca. É mais digno.


SPOOLER


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A única vez que vi essa cerveja a venda foi numa promoção no Atacadista Muffato Max, 50 centavos a garrafa, por esse preço achei que valeria a pena. Engano meu, essa merda me deu uma baita caganeira acompanhada de uma fodendo dor de cabeça, e olha que só tomei duas garrafas. Pelo menos eu vendi as garrafas no ferro velho e recuperei meu dinheiro.


A OUTRA


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Só por ter esse nome ridículo A Outra ja seria presença confirmada nessa lista, ao que me parece, o fabricante sabe que dá dor de cabeça e fez a cerveja ficar com gosto de remédio pra quem estiver bebendo achar que não vai acordar com a cabeça explodindo no outro dia, se acordar.


GLACIAL


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Eu fico imaginando a decepção do pai da Nicole Balls, e não é por ela ser panicat e sim por aceitar ser garota propaganda desse mijo enlatado, que vergonha. A única vantagem dessa cerveja é que sempre tem promoção da lata por 50 centavos.


DESPERADOS


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Essa aí é glamourizada, uma cerveja ~especial~ com um leve toque de tequila mas que parece suco de cevada feito com água da máquina de lavar e etanol de posto. Uma amiga publicitária ganhou um lote dessa cerveja quando ela foi lançada no Brasil, foi preciso muitas festas na casa dela pra ela se livrar do presente. O pior é que ela não sai por menos de 8 reais num desses barzinhos gourmets (eca!).


LOKAL


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Miga sua loka, não beba essa cerveja pelo amor de deus. Esse poderia ser tranquilo o slogan, o gosto da lokal é péssimo em todos os sentidos, sabor péssimo e seus criadores tem um péssimo gosto para nomes. Se você quer ser o babaca da festa, chegue num churrasco portando uma caixa de Lokal.


PROIBIDA


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O nome dela parece ser alguma brincadeira irônica mas devia ser levado a sério, essa merda tinha que ser proibida. Ela está a todo momento na sua TV sendo anunciada por algum galã global, mas quando vi esse comercial com o Leonardo eu tive a certeza que era ruim. Leonardo e seu finado irmão foram os primeiros a estrelar o comercial da famigerada Bavária, no início da lista, não dá pra confiar quando ele diz que uma cerveja é boa.


POLAR



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Essa é complicado mexer com o público dela porque é do Rio Grande do Sul, você sabe que gaúcho é tudo bravo mas eles precisam admitir que a Polar é uma desgraça, mano, olha só esses cartazes!


SARIS


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Ah mano, vai se foder, uma cerveja que vem numa garrafa pet de 2 litros, quem foi o filho da puta que teve essa idéia? A que vem na garrafa de vidro já é ruim, imagina isso. Sem falar que SARIS parece nome de doença.


KRILL


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Krill é uma espécie de camarão que faz parte do plancton marinho e é a base da alimentação de algumas espécies de baleia. Se você jogar cerveja krill no mar causará um desastre ecológico de proporções incalculáveis. Talvez a única cerveja onde se um caminhão tombar na rodovia a população não saquearia a carga.


ITAIPAVA


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Você deve estar espantado de ver essa marca nessa lista, mas e se fosse 8 anos atrás? Pois é. A Itaipava surgiu como uma opção barata, mas ruim e com efeitos colaterais, mijar pelo cu é um deles. Mas aí houve uma grande virada na história da Itaipava, o que os gênios do departamento de marketing fizeram? Aumentaram o preço, deixaram equivalente a Skol/Brahma pra enganar os trouxas que pagam caro e que por isso a cerveja é boa, começaram a patrocinar esportes de elite e contrataram uma bailarina do faustão gostosíssima para estrelar os comercias. Pronto, a Itaipava é hoje uma cerveja TOP, mas só para quem não conhece seu passado sombrio.


Conhece outra cerveja vagabunda que não está na lista? Descreva-a nos comentários.







ACONTECEU COMIGO #71

aconteceu-comigo1Olá pessoal do insonia,


Primeiro quero parabenizar pelo blog, que acompanho desde muito tempo e acho incrível o trabalho de vocês, mas esse e-mail é pra contar um pouco de uma história amorosa que venho sofrendo há algum tempo, que é praticamente um clichê de novela mexicana. Não sei bem como organiza-la de maneira sucinta e divertida (provavelmente nada de divertido possa ser tirado disso), mas espero que gostem e possam me aconselhar.


Nunca fui um cara muito seguro com mulheres. Quando novo era muito tímido, chegava a ser ridículo chegar em uma garota. Mas vou contar um pouco da primeira por quem me apaixonei e amo até hoje.


Eu tinha 13 anos, era aniversário de 15 anos de uma prima e essa menina entrou na festa vestida de noivinha, segurando uma boneca nas mãos para simbolizar alguma coisa. Era a menina mais gatinha que já havia visto. Aquele dia meu coração bateu de um jeito diferente, mas me faltava muito para ter coragem de pelo menos falar alguma coisa ou tentar chegar mais perto. O destino nos reservava algo.


Tive uma adolescência de muitos amigos, zero dinheiro (R$ 0,000…), poucas meninas, muitas tão feias quanto eu, outras muito mais. Eu era bizarro: Muitas espinhas, cabelo grande de rockeiro, magricelo e pouco assunto agradável pra acrescentar a qualquer conversa.


Minha primeira namorada só veio aos 19 anos e isso depois que comprei meu primeiro carro. Mas com a vida adulta as espinhas se foram, o cabelo ficou melhor, já tinha um emprego, alguns poucos quilos a mais e alguma autoconfiança já surgia para uma vida social bem melhor.


Eu já tinha 23 anos e nunca mais havia visto aquela noivinha de sorriso cheio de aparelhos e pele branquinha. Deu tempo de me apaixonar e me frustrar por muitas outras meninas, mas também foi tempo pra aprender a ter coragem de tomar iniciativa quando sentisse o coração bater forte outra vez.


No dia 22 de dezembro de 2012, um dia após o suposto fim do mundo para o calendário Maia, foi o dia em que a minha vida mudou. Era casamento de um primo meu e eu vi a mulher mais linda que já tinha visto na vida. Sorriso e traços perfeitos. Simpatia que transbordava. Não tinha quem não a olhasse, nem quem tivesse coragem de puxar assunto, mas nesse dia eu tive.


Não pensei para tomar impulso e quando vi já estava de frente conversando com ela na porta da igreja. Ela não prestava a menor atenção nas coisas que eu falava, eu fiquei falando com ela, olhando pra ela e ela só escutando e rindo. Ela era madrinha, se sentou lá na frente e eu nos fundos da igreja, mas eu olhava o tempo todo pra ela e ela as vezes me olhava e ria. Eu não tinha muita noção do que acontecia ali, mas durante a festa puxei assunto de novo. Ela não me dava muita ideia, mas eu fiquei ali perto o tempo todo e tentava arrancar sorrisos e risadas com bobagens que talvez não se deva dizer nessas situações. No final da festa tentei arrancar um beijo e ela me cortou, disse que não podia, saiu de fininho sem se despedir direito e quando vi nem tinha pego celular, nem nada. Droga, eu morava em outra cidade e provavelmente não veria ela tão cedo novamente.


No outro dia já estava em casa e a primeira coisa foi procurar ela no facebook. Ela me aceitou e puxou assunto e só aí que percebi que a menina e a mulher mais lindas que já tinha visto eram a mesma pessoa. Conversamos, conversamos, conversamos… Viajei pra praia com uns amigos no réveillon, mas o tempo todo trocávamos mensagens. Ela queria me namorar e eu não entendia por que uma menina tão perfeitinha queria isso, sem nunca ter nem me beijado, nem me conhecer muito bem. Talvez fosse essa a explicação. Se me conhecesse melhor saberia que ela era demais pra mim.


Voltei da praia e pouco depois tava indo na casa dela pedir em namoro. Não conhecia os pais dela, não conhecia muito bem nem mesmo ela. Eu estava a 200km de casa, às 9 horas da noite, estava eu na porta de estranhos para dizer que queria namorar com a filha deles que só vi duas vezes na vida. Bizarro isso. Quando abriram a porta me deu vontade de fugir e dizer que foi engano, mas pedi licença, entrei. Não pareciam agradar muito da ideia da filha deles namorando e isso criou um clima muito tenso. Fiquei com ela na sala conversando um tempo e ela também não acreditava que eu tinha ido. Eles prepararam um jantar e nesse jantar, bem a moda antiga, eu pedi ela em namoro, com direito a gaguejar e tudo mais. Fui embora e só aí beijei ela, no portão de casa, exatamente 9 anos e 11 meses depois de ter sonhado com isso.


Dormi na casa dos meus tios nesse dia e não acreditava no que tava acontecendo. Não sabia se era fantástico ou assustador. Eu morava em outra cidade, por isso nos víamos a cada dois finais de semana. Foi mais difícil que eu podia imaginar. O pai dela não aprovava o relacionamento. Todo tipo de dificuldade tive que passar para ver ela, mas a gente se gostava e nada diminuía nossa vontade.


Tinham muitas regras que justificavam uma menina tão bonita querer tanto um namorado, mesmo que igual a mim. Não podíamos sair sozinhos, raramente sair acompanhados, só podia ficar com ela em casa quando os pais dela estivessem em casa. Não podíamos andar no mesmo carro sozinhos, não podíamos nos beijar e por aí vai. Mas quebrar cada regra dessa tinha um gostinho incrível, enfrentar cada briga que o pai dela dava, nem tanto.


Ela chegava a apanhar do pai algumas vezes pelos motivos mais bizarros. O pai dela não tinha o menor pudor de brigar com a família na minha frente e em algumas situações brigar comigo mesmo na frente de todos. Mas eu não sou moleque para ouvir desaforos gratuitos e também peitava ele. Ela vivia me pedindo pra fugir com ela, mas eu tinha uma empresa completamente falida, sem menor condição de dar uma vida minimamente digna pra ela e ela tinha uma condição financeira muito boa, fazia medicina em faculdade particular, cartão de crédito ilimitado, etc. Me faltava coragem mais uma vez, mas eu realmente pensava que o melhor pra ela era continuar ali, mesmo que a vida fosse uma bosta naquela família, mas um dia ela se tornaria uma médica, teria um futuro bom e alguma perspectiva de vida melhor que ao lado de um feio e pobre falido.


Tantas dificuldades e o pai dela contra nosso namoro foi dificultando pra gente namorar, e achei melhor dar um tempo. O pai dela me odeia gratuitamente. Choramos muito nesse dia.


Recentemente, vi ela novamente em uma festa, conversei com parentes e amigas dela, menos com ela. Ela não me deu a menor bola. Fiquei bem chateado com isso. O maldito coração voltou a pulsar fortemente ali. Fui pra casa e puxei assunto com ela pelo whatsapp. Nesse momento ela virou o cão. Xingou minha mãe, minha irmã e terceira geração de vagabundas. Me chamou de jeca, pobre, feio e raio que o parta. Eu nunca fiquei tão decepcionado na minha vida. Fiquei nervoso e não poupei palavras para ofende-la também. Falei bobagens e depois descobri que não era ela do outro lado. Eram as amigas piriguetes com o celular dela. Mesmo assim continuei. Pra mim ela tava junto, mas não tava.


Qualquer hipótese de voltar se acabou nesse dia. Conheci muitas meninas depois dela, muitas muito especiais, mas nenhuma me fez sentir de novo tanta adrenalina, tanta vontade de estar perto. Como pode um amor não ser esquecido?


– Renato Gomes

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