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A cerveja não vai faltar! Caminhoneiros em greve decidem liberar a passagem de caminhões de cerveja

Devido a greve dos caminhoneiros que iniciou na última segunda-feira (21/05), as cidades estão sem abastecimento de combustível, alimentos, transporte público e diversos outras mercadorias e serviços.


Mas a notícia que os brasileiros precisavam, está no vídeo abaixo!


A CERVEJA VAI CHEGAR, CAMBADA!



E a globo tentando colocar os caminhoneiros como vilões…


COMO PODE, GENTE??? ????????????????


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8 cidades futuristas que estão sendo construídas e provam que o futuro é agora

Desde criança, nós vemos filmes e programas de TV que prometem um futuro de tecnologias impressionantes, carros voadores, energia sustentável e recursos que parecem ainda não estar presentes em nossas vidas. Com o avanço da tecnologia, já é possível que vários dispositivos úteis entrem na sua casa e na sua vida para mudar a sua rotina. Eles não são apenas objetos do futuro, mas também úteis e capazes de oferecer soluções inteligentes para problemas do dia-a-dia.  Pensando nesse futuro, várias cidades tecnológicas já estão sendo desenvolvidas em várias partes do mundo, fazendo com que cidades inteiras sejam construídas com uma visão futurística.


Aqui estão algumas delas, que já estão sendo planejadas ou mesmo estão funcionando e recebendo moradores.


1 – Lusail City



Em 2010, o Qatar ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022. Ao invés de utilizar as cidades já existentes como sede, o país decidiu investir $45 bilhões para a construção de uma nova cidade. A cidade deve ser capaz de abrigar 450 mil pessoas, um número de 200 mil a mais do que toda a população do país. Lusail City deve contar com um sistema de tecnologias integrado, transporte público eficiente e um sistema de resfriamento para aliviar o clima de deserto da região. Apesar disso, a construção da cidade passa por problemas de direitos trabalhistas e existe uma estimativa de que até 4 mil trabalhadores devem morrer no local, até a realização da Copa de 2022.


2 – Cidade Inteligente e Sustentável Fujisawa



Construída nas imediações de uma antiga fábrica, a Cidade Inteligente e Sustentável Fujisawa foi desenvolvida com conceitos de energia verde, senso de comunidade e tecnologias que parecem saídas diretamente das histórias dos Jetsons. A cidade foi construída pela Panasonic e inaugurada em 2014, depois de um investimento de $740 milhões. A expectativa é que ela fique completa até 2020, mas cerca de mil pessoas já vivem no local. Todas as casas da cidade são equipadas com painéis de energia solar e os moradores podem até mesmo vender energia sobressalente que não utilizam em suas próprias residências.


3 – Pena Station Next



Com a mesma proposta de Fujisawa, no Japão, a Pena Station Next foi construída próximo ao Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos. Enquanto Fujisawa é apresentada como uma comunidade inteligente, Pena Station é um cidade laboratorial em que a Panasonic poderá testar futuras tecnologias que serão instaladas nos projetos de suas próprias cidades. As casas do local incluem telas de TV transparentes no lugar das janelas, geladeiras que mantém diferentes temperaturas do lado de dentro e câmeras para provocar acidentes inesperados. As primeiras 220 moradias da cidade devem estar disponíveis em meados de 2018.


4 – Gandhinagar



Diferente das cidades que já apresentamos anteriormente, que foram criadas com o propósito da tecnologia, Gandhinagar é uma cidade bem antiga na Índia. Apesar disso, foi escolhida como primeiro lugar da Índia a ser completamente planejado de forma inteligente e tecnológica, incluindo Wi-Fi disponível em toda a cidade, sistemas de vigilância e monitoramento em todos os lugares e um sistema de iluminação pública que conta com padrões de sensores de movimento capazes de economizar até 30% de energia.


5 – Cidade Econômica King Abdullah



A Arábia Saudita é uma região em que os milionários sabem aproveitar o dinheiro que conquistam a partir do petróleo. Parte desse investimento está sendo feito na Cidade Econômica King Abdullah, anunciada em 2005 e projetada com uma visão futurística em mente, mais especificamente um futuro em que o petróleo que mantém a economia da região não seja mais tão farto. Por isso, os planos para a cidade incluem carros elétricos disponíveis para a população e carros sem motoristas, solucionando o problema local que não permite que mulheres dirijam. Apesar dos grandes planos para a cidade, que deve custar cerca de $100 bilhões, ela deve ser completada somente em 2035, quando servirá como porto intermediário entre as duas mais importantes cidades da região atualmente: Mecca e Medina.


6 – Astana Expo City



Talvez você não conheça muito sobre o Cazaquistão, com exceção da versão do país apontada pelo personagem Borat. Porém, é lá que que está uma das cidades mais futuristas do mundo: Astana. Como a cidade será palco da 2017 World Expo, tem a missão de construir, literalmente, a cidade do futuro. Uma construção desenvolvida para ser semelhante a um globo de discoteca foi feita com tecnologias que evitam que o calor escape do prédio, equilibrando o aquecimento da região. A cidade inteira também está recebendo um sistema integrado que vai permitir o armazenamento de energia abaixo do solo. Além disso, 100% da água da chuva será capturada e reutilizada para sustentar a cidade.


7 – Naya Raipur



Assim como Gandhinagar, Naya Raipur é outra cidade indiana que tem sendo desenvolvida na região. Por conta dos problemas de saneamento básico comuns no país, os desenvolvendores da cidade criaram um sistema que pretende transformar Naya Raipur na primeira cidade com zero esgoto. A cidade também pretende ser a primeira integrada com um sistema central capaz de coletar informações inteligentes em diversas áreas e oferecer as melhores soluções para todo tipo de problema local


8 – Konza Techno City



Konza Techno City já recebeu o apelido de Vale do Silício da Savana, graças a seu audacioso objetivo de se tornar a cidade mais inovadora de todo o continente africano. Anunciada em 2013, a cidade do Quênia deve custar cerca de $14,5 bilhões. A construção irá acontecer em quatro fases é deve utilizar a conexão com a internet para interligar todos os serviços do local. Como parte da construção, cabos de fibra óptica já foram instalados em praticamente toda a região.

Viajar para fora e voltar falando mal do Brasil



O brasileiro médio admira sobrenomes. Não estou falando dos tipos comuns como Oliveira, Carvalho, Santos ou qualquer um da Península Ibérica. Refiro-me a sobrenomes de pronúncia complicada, provenientes da Itália, Alemanha ou Japão, coisas como Brauer, Morin, Petrucelli, Leiko, Massini ou Kimura.

Não sei onde surgiu esse entusiasmo, mas de fato o pessoal acha lindo. Ter um desses parece coisa de gente fina e educada. Há orgulho e um senso de diferenciação, como se os donos desses sobrenomes fossem portadores de uma nobreza que os meros Silva jamais possuirão. É como se tivesse uma "ascendência de primeiro mundo", algo que os torna distintos do resto da massa miscigenada.

Eu tenho um colega assim, o Thomas Eichelberger. Ele é brasileiro, mas descende de alemães. Sempre que pode reclama do Brasil. Acha o país subdesenvolvido e maldiz o dia em que sua família deixou a Europa. É doido por um passaporte alemão. Não sabe porque ainda mora aqui, só fala em se mudar.

Certo dia estava caçoando de um senhor que falara “pobrema” em uma entrevista na TV. O sobrenome do homem era Silva e Thomas logo fez piada, dizendo que só podia ser “um Silva mesmo”. Nisso seu avô escutou a conversa e soltou o seguinte:

Thomas meu filho, entenda uma coisa. Nossa família deixou a Europa porque era paupérrima. Chegamos aqui no Brasil para ganhar a vida na roça, mal éramos alfabetizados. Para cá não veio gente bem-sucedida ou da realeza. Você já viu algum rei cruzar um oceano para vir criar galinhas ou plantar alface? Não seja bobo. Eichelberger pode parecer um sobrenome especial aqui, mas na Alemanha somos Silva como esse homem na TV.

Milhões sofrem do mesmo mal de Thomas e não importa se os seus sobrenomes são considerados diferentes ou não. São pessoas que sempre colocam o Brasil em uma posição de inferioridade se comparado com o resto do mundo, mesmo que isso não seja verdade. Gente tomada por um problema que Nelson Rodrigues chamou de complexo de vira-lata.



No microcosmo sobre o qual escrevo – o segmento das viagens – podemos notar esse mesmo complexo em sua melhor forma. Quem conversa com viajantes internacionais nota que há uma epidemia entre eles. Eu a chamo de “viajar para fora e voltar falando mal do Brasil”. É quase uma mania.

Não estou dizendo que o Brasil está acima das críticas, acho o patriotismo exacerbado uma idiotice enorme. Críticas são saudáveis e necessárias, mas quando estão imersas nesse complexo de vira-lata tornam-se parciais e sem reflexão. É então que ouvimos absurdos inimagináveis, coisas que testemunhei enquanto estive na estrada.

Como alguém que reclamou um monte do atraso da bagagem na esteira de Guarulhos, mas deu de ombros para o fato das rodinhas de sua mala terem sido quebradas em Dubai. Ou um cara em frente ao estádio Camp Nou elogiando o Barcelona, afirmando que o futebol espanhol é bom porque lá não tem corrupção, enquanto segurava um jornal com os detalhes da maracutaia que o mesmo Barcelona fez na transferência do Neymar.

Já tive que ouvir gente que viajou para a Índia e voltou afirmando que lá o transporte público é melhor do que no Brasil, ignorando o fato de que todo dia 12 pessoas morrem em média só no metrô de Mumbai. Ou que todos os asiáticos são mais disciplinados que nós, apesar do caos que é o trânsito da maioria das cidades de lá. Enfim, em qualquer que seja a comparação, o Brasil sempre está por baixo, não importa se está certo ou não.

Encontrar aspectos positivos sobre o Brasil não resolve nossos problemas, mas ajuda a entender em que grau de desenvolvimento estamos e o que devemos fazer para melhorar. Nada é mais efetivo para alcançar essa percepção do que viajar. No entanto, quem sai de casa já tendo certeza de que seu próprio país não presta, jamais conseguirá criar referências legítimas.  Estará preso a estereótipos, sem entender que os lados positivos e negativos de um país são também os aspectos positivos e negativos dele mesmo como indivíduo.

Em visita ao Vietnã pude entender exatamente como se dá essa relação. É um país pobre, mas de gente muito orgulhosa por manter sua soberania frente a franceses e norte-americanos em duas guerras terríveis. Uma vez em Hanói conversei com um veterano da II Guerra do Vietnã. Eu quis saber o que ele esperava do futuro de sua nação, se existia um caminho a ser trilhado rumo ao desenvolvimento. Ele me disse o seguinte:

Seu país é como seu filho. O que ele faz de certo é mérito seu, assim como o que ele faz de errado é também falha sua. Ao elogiá-lo, seja lúcido e evite o exagero. Elogiar demais pode torná-lo indolente. Por outro lado, ao criticá-lo, seja duro, porém não o ridicularize. Faça sua parte para ajudar a melhorá-lo, não com deboche ou desprezo, mas sim bons exemplos e dedicação.

Abraço!

Pedro Schmaus
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