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Matt, Liz e Maddy, uma história de dor, lágrimas e superação

Matt e Liz Logelin eram um casal perfeito, capaz de sobreviver a qualquer tempestade.


Eles se conheceram na escola e tiveram um namoro à distância, sucesso em seus empregos e o casamento, que culminou no nascimento da filha do casal.



Como nem tudo na vida são flores, este acontecimento virou suas vidas de cabeça para baixo.


1. O início do contos de fadas



Nativos de Minnesota, eles se conheceram em um posto de gasolina quando ambos cursavam o último ano do ensino médio.


Foi Liz que se aproximou de Matt, estreitando laços que os tornaram inseparáveis até o momento de ir para a faculdade.


2. Resistir a longas distâncias



A partir da faculdade os inseparáveis foram separados, tendo Liz ido para a Califórnia, enquanto Matt permanecia numa universidade local.


Apesar da separação momentânea, eles aguentaram o namoro à distância.


Matt ainda estava escolhendo se faria um doutorado após concluir o mestrado e foi esta decisão que mudou sua vida.


3. Questões do coração



Após tantos anos separados, Matt decidiu partir para Los Angeles para estar com sua amada.


Eles decidiram então que iriam viajar pelo mundo, conhecendo inúmeros países e culminando num pedido de casamento de Matt para Liz no Nepal.


4. Uma vida adiante



Após se casarem em 2005, Matt e Liz estavam muito felizes em estarem juntos e tudo parecia ir muito bem.


Matt era gerente de projetos do Yahoo e Liz era executiva financeira da Disney, empregos muito bons.


Tendo dinheiro para gastar, eles compraram uma casa juntos e a felicidade não acabou por aí.


5. O bebê vem aí



Dois anos depois do casamento, eles descobriram que estavam esperando seu primeiro filho, uma menina.


Como não tinham todos os familiares por perto, eles decidiram fazer um blog sobre a gravidez.


6. Não foi uma gravidez fácil



Liz e Matt postavam muitas informações no blog para que seus amigos e familiares acompanhassem, mas a gravidez não foi fácil, gerando enjoos agressivos em Liz, que chegou a ser hospitalizada e tendo sua gestação considerada de alto risco.


7. Apenas uma olhadinha



Matt era quem mantinha o blog da gestação atualizado. Em 24 de março de 2008 eles deram as boas vindas à sua filha, Madeleine, a qual eles apelidaram carinhosamente de Maddy.


Maddy nasceu de cesariana, estava com 1,3kg e foi vista brevemente por sua mãe antes de ser levada para a UTI neonatal.


8. Bem-vinda, Madeleine



Com uma felicidade que não cabia no peito, Matt anunciou o nascimento de sua filha no blog: “Madeleine está aqui!”, postou ele, concluindo com “Os orgulhosos pais continuarão a atualizar a todos sobre o nosso lindo bebê, esperamos receber mais notícias boas!”.


As próximas palavras escritas no blog não seriam assim tão feliz.


9. Esperando para segurar a pequenina



Liz mal podia esperar para segurar sua filha, mas os médicos ordenaram que ela ficasse mais 24 horas de cama antes de ser levada para sua bebê.


Liz e Matt queriam muito este momento, mas foi aí que a tragédia aconteceu.


10. O terrível apagão



Ao tentar ajudar Liz a sentar na cadeira de rodas, Matt teve uma péssima surpresa, ouvindo da sua esposa a frase “eu estou tonta”, seguida de uma queda em seus braços.


As enfermeiras disseram que desmaios eram comuns em mamães novas, mas Matt acreditava que tinha algo de errado ali.


11. 27 horas após o nascimento



Apenas 27 horas após o nascimento de Madeleine, uma rara e fatal embolia pulmonar atingiu Liz e ceifou sua vida aos 30 anos de idade.


Matt ficou devastado, sua esposa nunca segurou sua filha.


12. Desgosto



Em apenas um dia o mundo de Matt foi do céu ao inferno, passando de um pai de família orgulhoso a um viúvo pai de uma recém-nascida.


O blog que seria o vetor das mais lindas fotos de família acabou sendo usado para comunicar as pessoas o falecimento de sua esposa.


13. Uma mistura de sentimentos



Apesar de ter perdido a esposa, Matt ainda era pai de uma recém-nascida, então, ele secou as lágrimas, tomou coragem e fez o que Liz nunca poderia fazer, tomou sua filha Maddy em seus braços.


14. Emoções intensas



Ao levar sua filha Madeleine para casa, Matt teve uma montanha russa de emoções, sentindo uma angústia enorme pela perda de sua esposa, Liz, mas sentindo-se totalmente motivado a dar a melhor vida possível para sua filha.


15. Lidando com a realidade



Para canalizar os sentimentos, Matt passou a postar sua experiência em um fórum online para pais.


Ele reformulou também o blog sobre gravidez que fizera com Liz e tornou-o um blog para pais.


Ele encontrou na escrita o consolo que precisava para seguir em frente, além de trocar ideia com outros pais solteiros.


16. Uma mudança inesperada



Rebatizado de “Matt, Liz e Madeleine: Vida e morte, tudo em um período de 27 horas”, o blog tornou-se uma espécie de álbum de recordações virtual que Matt pretendia deixar para Maddy.


Apesar da tragédia, Matt conseguiu transformar o que poderia lhe dar muito sofrimento em algo bom para ajudar os outros e passou a receber milhares de acessos diários.


17. Cuidado Inimaginável



Por conta de sua história e da forma que levou a situação, Matt passou a ser ajudado pelos leitores do blog.


Todo tipo de auxílio foi recebido por ele, desde bolsas para fraldas, passando por cortadores de unhas de bebê e até roupinhas, os visitantes do blog realmente se sensibilizaram com a situação e fizeram algo a mais.


“Nunca imaginei que as pessoas se importariam conosco da maneira que se preocupam”, disse Matt com gratidão.


18. Fundação Liz Logelin



Com o auxílio de alguns leitores, Matt criou uma ONG em nome de sua amada Liz.


Como Liz gostava de correr, Matt passou a organizar corridas de 5 quilômetros na cidade natal dela.


O dinheiro? Matt doava para pessoas que ficavam viúvas após o nascimento de seus filhos.


19. Uma carta de amor



Com o tempo, Matt ficou impressionado com o quanto Madeleine era parecida com a sua falecida esposa.


No final das contas, ele percebeu que o blog era uma carta de amor para Liz e Madeleine.


“Eu quero que Madeleine saiba que o pai dela não deitou em posição fetal e começou a beber muito. Eu quero que ela saiba que eu estava lá, fazendo o máximo que podia por ela e tentando fazê-la tão feliz quanto eu poderia”, disse Matt.


20. Círculo completo



Em 2009, com Maddy ao seu lado, Matt viajou para a Índia, onde escreveu um livro de memórias intitulado Two Kisses for Maddy: A Memoir of Loss & Love.


A Índia era um lugar muito especial para Matt, uma vez que Matt e Liz viajaram para lá após se casarem.


O livrou tornou-se um best-seller instantâneo.


21 . Adaptação para os cinemas



Com o sucesso do livro, Hollywood viu uma possibilidade de produzir um filme, que provavelmente será estreado no ano de 2021,  com Kevin Hart no papel de Matt.


22. A escolha pelos livros



Com a coautoria de sua amiga, Sara Jensen, Matt escreveu o livro infantil Be Glad Your Dad… (Is Not an Octopus!).


Com ilustrações de Jared Chapman, o livro recebeu ótimas críticas.


23. Maddy hoje



Maddy completou 10 anos no dia 24 de março de 2018, ou seja, hoje (2020) ela tem 12 anos.


Como nem tudo é felicidade, esta data marcou a trágica morte de sua mãe, mas Madeleine aprendeu a conhecer sua mãe por meio das histórias contadas pelo seu pai, na internet e por fotos.


24. Seguindo em frente sem esquecer



Apesar da tragédia indissolúvel ocorrida na vida de Matt e sua filha Madeleine, eles mostraram resiliência e coragem para fazer do momento mais doloroso de suas vidas uma forma de trazer alento, paz de espírito e amor ao mundo de milhões de pessoas que conheceriam sua história de superação, algo que parecia totalmente impossível.


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Viajar para fora e voltar falando mal do Brasil



O brasileiro médio admira sobrenomes. Não estou falando dos tipos comuns como Oliveira, Carvalho, Santos ou qualquer um da Península Ibérica. Refiro-me a sobrenomes de pronúncia complicada, provenientes da Itália, Alemanha ou Japão, coisas como Brauer, Morin, Petrucelli, Leiko, Massini ou Kimura.

Não sei onde surgiu esse entusiasmo, mas de fato o pessoal acha lindo. Ter um desses parece coisa de gente fina e educada. Há orgulho e um senso de diferenciação, como se os donos desses sobrenomes fossem portadores de uma nobreza que os meros Silva jamais possuirão. É como se tivesse uma "ascendência de primeiro mundo", algo que os torna distintos do resto da massa miscigenada.

Eu tenho um colega assim, o Thomas Eichelberger. Ele é brasileiro, mas descende de alemães. Sempre que pode reclama do Brasil. Acha o país subdesenvolvido e maldiz o dia em que sua família deixou a Europa. É doido por um passaporte alemão. Não sabe porque ainda mora aqui, só fala em se mudar.

Certo dia estava caçoando de um senhor que falara “pobrema” em uma entrevista na TV. O sobrenome do homem era Silva e Thomas logo fez piada, dizendo que só podia ser “um Silva mesmo”. Nisso seu avô escutou a conversa e soltou o seguinte:

Thomas meu filho, entenda uma coisa. Nossa família deixou a Europa porque era paupérrima. Chegamos aqui no Brasil para ganhar a vida na roça, mal éramos alfabetizados. Para cá não veio gente bem-sucedida ou da realeza. Você já viu algum rei cruzar um oceano para vir criar galinhas ou plantar alface? Não seja bobo. Eichelberger pode parecer um sobrenome especial aqui, mas na Alemanha somos Silva como esse homem na TV.

Milhões sofrem do mesmo mal de Thomas e não importa se os seus sobrenomes são considerados diferentes ou não. São pessoas que sempre colocam o Brasil em uma posição de inferioridade se comparado com o resto do mundo, mesmo que isso não seja verdade. Gente tomada por um problema que Nelson Rodrigues chamou de complexo de vira-lata.



No microcosmo sobre o qual escrevo – o segmento das viagens – podemos notar esse mesmo complexo em sua melhor forma. Quem conversa com viajantes internacionais nota que há uma epidemia entre eles. Eu a chamo de “viajar para fora e voltar falando mal do Brasil”. É quase uma mania.

Não estou dizendo que o Brasil está acima das críticas, acho o patriotismo exacerbado uma idiotice enorme. Críticas são saudáveis e necessárias, mas quando estão imersas nesse complexo de vira-lata tornam-se parciais e sem reflexão. É então que ouvimos absurdos inimagináveis, coisas que testemunhei enquanto estive na estrada.

Como alguém que reclamou um monte do atraso da bagagem na esteira de Guarulhos, mas deu de ombros para o fato das rodinhas de sua mala terem sido quebradas em Dubai. Ou um cara em frente ao estádio Camp Nou elogiando o Barcelona, afirmando que o futebol espanhol é bom porque lá não tem corrupção, enquanto segurava um jornal com os detalhes da maracutaia que o mesmo Barcelona fez na transferência do Neymar.

Já tive que ouvir gente que viajou para a Índia e voltou afirmando que lá o transporte público é melhor do que no Brasil, ignorando o fato de que todo dia 12 pessoas morrem em média só no metrô de Mumbai. Ou que todos os asiáticos são mais disciplinados que nós, apesar do caos que é o trânsito da maioria das cidades de lá. Enfim, em qualquer que seja a comparação, o Brasil sempre está por baixo, não importa se está certo ou não.

Encontrar aspectos positivos sobre o Brasil não resolve nossos problemas, mas ajuda a entender em que grau de desenvolvimento estamos e o que devemos fazer para melhorar. Nada é mais efetivo para alcançar essa percepção do que viajar. No entanto, quem sai de casa já tendo certeza de que seu próprio país não presta, jamais conseguirá criar referências legítimas.  Estará preso a estereótipos, sem entender que os lados positivos e negativos de um país são também os aspectos positivos e negativos dele mesmo como indivíduo.

Em visita ao Vietnã pude entender exatamente como se dá essa relação. É um país pobre, mas de gente muito orgulhosa por manter sua soberania frente a franceses e norte-americanos em duas guerras terríveis. Uma vez em Hanói conversei com um veterano da II Guerra do Vietnã. Eu quis saber o que ele esperava do futuro de sua nação, se existia um caminho a ser trilhado rumo ao desenvolvimento. Ele me disse o seguinte:

Seu país é como seu filho. O que ele faz de certo é mérito seu, assim como o que ele faz de errado é também falha sua. Ao elogiá-lo, seja lúcido e evite o exagero. Elogiar demais pode torná-lo indolente. Por outro lado, ao criticá-lo, seja duro, porém não o ridicularize. Faça sua parte para ajudar a melhorá-lo, não com deboche ou desprezo, mas sim bons exemplos e dedicação.

Abraço!

Pedro Schmaus
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