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Decotelli pode ter só ensino médio até quinta-feira

O currículo do possível novo ministro da educação, Carlos Decotelli, vem encurtando mais que o PIB do Brasil em 2020.


Em vez de defender sua tese de doutorado, ele a ofendeu.


Decotelli diz que apesar das polêmicas, em tese, ainda é ministro. O problema é que a tese é dele.


Após perder doutorado, pós doutorado e ter o mestrado questionado em poucos dias, espera-se que ele tenha só o ensino médio na quinta-feira. Na dúvida, ele já se inscreveu no Enem, embora não tenha decidido ainda se vai ou não haver o teste.


Damares, Ricardo Salles, Velez e Weintraub mentiram em seus currículos, mas adivinhe a cor de quem Bolsonaro quase demitiu – ou ainda pode demitir.


 



Currículo

Currículo - Vida de Suporte



Transcrição:


[Entrevista de emprego…]

Suporte: Aqui está o meu currículo.

Recrutador: Ótimo.

Recrutador: Antes de começarmos a entrevista, você quer beber algo?

Suporte: Café, por favor.

Recrutador: Desculpe, mas a nossa cafeteira quebrou há algumas semanas. Você deseja alguma outra coisa?

Suporte: Sim…

Suporte: O meu currículo de volta.



Primeira parte.





Currículo é um post do blog Vida de Suporte.


Juiz autoriza uso de maconha para quem quer esquecer indicação de Alexandre de Moraes

O presidente Michel Temer escolheu o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para ocupar a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal. Para ocupar efetivamente a vaga, Moraes precisa ainda ter a indicação aprovada no Senado.


Temer disse que levou em conta o currículo dos candidatos ao cargo e, por isso, escolheu Alexandre de Moraes, que já foi advogado de Eduardo Cunha, é acusado de defender tortura em aulas na USP e foi  advogado em 123 processos da cooperativa de transportes usada para lavar dinheiro do PCC. Além disso, Moraes prometeu acabar com a maconha na América Latina, enquanto ministro da Justiça.


Logo após o anúncio da indicação, um juiz de Brasília autorizou o uso medicinal de maconha para brasileiros que desejam esquecer que Alexandre de Moraes foi escolhido para o STF.


“Já tive casos parecidos com esse, de pedidos para autorização do uso de maconha. Sempre sou muito rigoroso e nego quase todos, mas nesse caso liberei porque o motivo é realmente muito forte”, disse o juiz.


Segundo amigos e familiares de Alexandre de Moraes, ele pretende entrar no STF fazendo os gestos com o facão que fez no vídeo em que aparece cortado pés de maconha no Paraguai.




Resenhando #5 – Sense8

Fala galera, blz?


Faz um bom tempo desde o último resenhando né? Mas estou de volta com mais uma edição e hoje falarei sobre uma série que é adorada por uns e odiada por outros, Sense8.


Não da pra falar de Sense8 sem logo de cara citar que a série foi dirigida, escrita e produzida pelos irmãos Andy e Lana WachowskiJ. Michael Straczynski, não consegue associar o nome ou lembrar de trabalhos  dos mesmos? Bom, os irmãos Wachowski são as grandes estrelas por trás de nada menos que a saga Matrix, Cloud Atlas e O Destino de Júpiter, esses trabalhos são mundialmente conhecidos, adorados pela critica e dão um show visual e mental, uma boa bagagem para o currículo dos irmãos né? Já J. Michael Straczynski é o criador da série Babylon 5 e é muito prestigiado no universo de HQs. Com uma equipe dessas não se pode esperar nada menos que uma produção de primeira linha, com um visual fantástico, enredo elaborado e surpreendente.


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O enredo gira em torno de 8 pessoas que na série são intitulados de “sensates” ( Sense8 trocadilho entre Sensate+Eight) ou no português “sensativos”, pessoas com personalidades, estilos, visão, conhecimentos e atitudes diferentes somado à uma grande diversidade sexual (Sério bem diversificada mesmo) espalhadas ao redor do globo que após a morte de uma mulher misteriosa tem suas vidas, sentimentos, mentes e sensações conectadas. O grupo de sensates é formado por Nomi Marks, uma mulher transexual, lésbica, ativista política e hacker que luta pelos direitos LGBT, vivendo atualmente em San Francisco; Capheus “Van Damme”, um compassivo motorista de van, que vive em Nairóbi no Quênia, ele está tentando desesperadamente ganhar dinheiro para comprar remédios para sua mãe que sofre de AIDS; Sun Bak, economista formada e filha de um poderoso empresário de Seul, além de ser uma lutadora fodástica em ascensão do mundo das lutas noturnas de Seul; Will Gorski, um policial de Chicago com espirito de justiça e assombrado por um assassinato não solucionado que presenciou durante a sua infância; Lito Rodriguez, que mantém o fato de ser homossexual em segredo da sociedade, é de ascendência espanhola e trabalha como ator em filmes e telenovelas na Cidade do México, sendo visto como galã pelas mulheres, porém escondendo seu romance com Hernando;  Wolfgang Bogdanow, um chaveiro de Berlim, que foi criado no crime organizado, hábil arrombador de cofres que tem questões não resolvidas com seu falecido pai e todos que cercavam ele; Riley Blue (ou Gunnarsdóttir), uma DJ islandesa com um passado conturbado que a fez fugir da Islândia para Londres e Kala Dandekar, uma cientista farmacêutica com grande futuro pela frente vivendo em Mumbai, Hindu devota e prometida a se casar com um homem que não ama.


Com essa combinação bem louca o enredo é cheio de cenas de ação e sexo, intercalados com longos diálogos sentimentais dos sensates entre si, esses diálogos sempre evidenciam as dificuldades pessoais de cada personagem e como uma simples tarefa ou decisão pode ser extremamente difícil para algumas pessoas e banais para outras (Pessoas comuns são fantásticas). Para dar aquele ar de herói VS vilão, o seriado contam com um grupo dirigido por um sensate “rebelde” que pretende exterminar todos os outro sansates do mundo, chamado de Whispers (Sussuros no português). A troca de habilidades deixam tudo mais inesperados e surpreendente, se você ainda não assistiu, fica aqui minha dica e se você já assistiu, segue abaixo minha opinião sobre o enredo.


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Começam aqui alguns spoilers.



Bom, estou no grupo de pessoas que adoram a série, mesmo considerando-a morna de início gostei muito do desenrolar do enredo e da interação dos personagens. Adorei a combinação de personalidades, especialmente quando um precisa da habilidade de outro para coisas “idiotas”, como na série que o Capheus assume a direção do automóvel ou na cena em que o Lito mente no lugar do Wolfgang pra salvar sua vida; não é tão difícil assim dirigir ou mentir não é mesmo? Mas a série deixa aquela breja, tarefas idiotas pra uns são extremamente difíceis para outras, essa breja me fez pensar bastante e rever alguns conceitos.


Achei o trabalho de diversidade incrível, não só a diversidade sexual, mas também a étnica e cultural. A série esbanja lições de morais, defende a aceitação de todos, independentemente de orientação sexual, religião ou cor de pele. É até triste saber que quando uma série trabalha esses temas faz um alvoroço danado, já que poucos trabalhos dão a cara à tapa pra tais assuntos, arriscando até mesmo sua recepção e audiência.


E o que falar da criação dos personagens? Cada um tem sua excentricidade, mas os que mais me cativaram foram a Kala e a Riley ( Mesmo o Wolfgang sendo meu favorito, ele explode as coisas) por suas simplicidades, não são lutadoras, não são atiradoras, não são motoristas profissionais, não são celebridades, só são envolvidas por problemas cotidianos, nem sei se cotidiano é o termo certo, já que drogas, boates, casamentos planejados, construir explosivos e revoluções religiosas não se enquadram muito nesse termo, mas são simples na maior parte da série, da aquela sensação que pessoas normais também são incríveis também.


As cenas de ações são bem interessante também, nessas cenas a troca de habilidades também da um show, de repente tem um apanhando e do nada sai batendo em todo mundo, outra hora tem um preso sem saída e simplesmente constrói um explosivo e explode geral. É diferente, e isso me agrada, não é igual as cenas de ações que estamos acostumados a assistir por ai.


Tem uma coisa que não me agrada muito,  o tamanho da organização Whispers, muita teoria de conspiração e acho difícil uma organização dessas passar despercebida pela massa, mesmo com as justificativas apresentadas para encobrir seus trabalhos.


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Bom galera,é claro que vocês vão ter uma visão diferente da série, mas acho ela fantástica e recomendo.


Farei vários resenhando no futuro, se quiserem indiquem uns temas nos comentários.


Me sigam no facebook, twitter ou instagram para interagirmos e conversarmos sobre.


Até a próxima!


 

A CULPA É DO COMEDIANTE?

Eu tenho ouvido essa frase há algum tempo, que o humor no Brasil tá uma merda porque os comediantes são uma merda. Os do standup então, afff… tudo uma merda! E isso realmente me preocupou por algum tempo. Já que eu faço parte da classe, o que eu poderia fazer pra mudar este conceito? Bem, fui ler. 


Falam que o standup brasileiro é uma merda e que o standup americano que é o bom. Concordo, em parte. 


O Standup surgiu nos Estados Unidos lá no comecinho dos anos 1900, quando os espetáculos de vaudeville tinham  os Mestres de Cerimônia que se apresentavam entre um show e outro. Eles usavam seus próprios nomes, faziam piadas que eles mesmos escreviam e se apresentavam de cara limpa. Standup.


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Bob Hope, um dos primeiros caras nos EUA a fazerem sucesso no Vaudeville e como Comediante Standup.

Com o surgimento do rádio eles passaram a ser os apresentadores entre um número musical e outro (o rádio era ao vivo), com o surgimento da TV o mesmo aconteceu e assim este modelo de comédia passou a fazer parte da cultura americana desde o final dos anos 50 com o surgimento dos Clubes de Comédia.


No Brasil o Standup só começou a virar parte da cultura a partir de 2003, com o surgimento do Clube da Comédia Em Pé no Rio de Janeiro e dois meses depois o Clube da Comédia Standup em São Paulo. Ou seja, você quer comparar 66 anos de comediantes Standup nos Estados Unidos com 13 anos de comediantes Standup no Brasil?


Ok, então vamos comparar essas plateias também.


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Paulo Carvalho, Léo Lins, Fábio Porchat, Claudio Torres, Fernando Caruso – Comédia em Pé em 2009.

Eu estou agora em Nova York passando uns dias num albergue, torcendo pra não roubarem os meus rins, escrevendo meu primeiro livro “Tinha Tudo Pra Dar Certo Se Não Fosse Eu” e esperando o dia 07 de Janeiro para assistir a estreia do novo solo de Standup do Jerry Seinfeld.


Pra aproveitar o passeio eu tenho ido em alguns comedy clubs para ver o que está sendo feito de humor por aqui, para aprender mais. Ontem fui em um bem conhecido, o Carolines on Broadway.


O comediante da noite era o Joe Machi, que eu nunca tinha ouvido falar, mas que segundo o release dele: em 2010 ele ganhou como Melhor Comediante Emergente no New York Underground Comedy Festival, logo depois ganhou como Comediante Mais Engraçado no New York Comedy Festival, participou do Boston Comedy Festival, entrou para a Elite Eight do Carolines on Broadway e ficou entre os finalistas da oitava temporada do programa “Last Comic Standig”, um tipo de Prêmio Multishow daqui.


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Bom, fiquei otimista com o currículo do cara. Imaginei um bom show e foi. Porém, a plateia daqui é outra plateia. Eles reagem nas boas e nas más piadas. Eles entendem que o que o comediante está fazendo… é piada. Eu anotei duas boas piadas pesadas que ele contou. Leia e veja o que você acha delas.


“Falam que a parte mais difícil em se tem um bebê é dar banho em um bebê. A namorada do meu amigo teve um abordo durante o banho e com certeza este foi o pior banho de bebê que alguém já deu.”


Eu faria esta piada? Não. Eu ri dela na hora. Ri. A plateia riu? Não. A plateia APLAUDIU enquanto falava “ooohhhh!!!!” e isso foi mais engraçado que a piada em si. A plateia aqui entende como “cara, parabéns, você foi longe nessa!”.


Por mais que desaprovem a piada, eles sabem que é uma piada e riem. Outra.


“Eu não sei porque tem tanto serial killer homem se é bem mais fácil pra uma mulher convencer o cara a ir pro apartamento dela. Pra mim sempre foi muito difícil conseguir levar uma mulher pra minha casa. Talvez o serial killer homem tenha o seu valor”.


Risadas e aplausos.


Mas não pense que a encheção de saco com os comediantes é só no Brasil. Aqui nos Estados Unidos o próprio Jerry Seinfeld (que é conhecido por nunca usar palavrões em seus textos e nunca fazer piadas ofensivas) já disse que o politicamente correto está acabando com o humor e não à tôa um dos maiores publicitários do Brasil, o Wassington Olivetto também declarou que o politicamente correto matou a liberdade criativa.


Seinfeld também falou sobre o patrulhamento dos gays em relação às piadas e ultimamente a atriz e autora Tina Fey, do Saturday Night Live e do 30 Rock foi acusada de racismo e disse que a partir de agora não vai mais explicar piada e pedir desculpas.


Agora imagina só se eu tivesse que explicar cada piada que eu faço para quem se ofende com elas, nesse mundo onde todo mundo se ofende com tudo. Por exemplo, essa minha piada aqui sobre os fogos de artifício no réveillon:


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Primeiro: eu errei a resposta. O certo é 42 e é uma referência ao livro O Guia Do Mochileiro Das Galáxias quando ele fala que 42 é a resposta para a pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais.


Segundo: Este símbolo aqui (!) significa ironia. Usem sem moderação.


Fora isso, por algum motivo que eu não sei qual, as pessoas projetam a sua vida em cima de uma piada e quando o comediante faz piada com algum fato que remete a algo da sua vida, você fica mal. Isso não faz sentido!


É claro que eu não vou soltar fogos na casa de ninguém, eu nem compro fogos!


Funciona mais ou menos assim: se tem um assunto em evidência, é claro que eu vou fazer piada com ele. Se todo mundo está de um lado, é claro que eu estarei do outro. O humor é opositor!


Com tanta gente grande (e eu) achando uma merda este patrulhamento e essa censura que só é ruim pra vocês mesmos, que deixam de desfrutar piadas muito além dos limites do comum, vocês ainda acham que a culpa é do comediante?

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