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Resultado da busca por: "música de trabalho"

Anitta lança clipe ao vivo mas só falaremos dele daqui três meses

A cantora Anitta, que na semana passada virou notícia após se manifestar com atraso sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, volta aos holofotes, desta vez para um grande passo em sua carreira. Na noite de hoje, Anitta lançou um clipe ao vivo para “Indecente”, sua nova música de trabalho.


A gravação do vídeo para a canção em espanhol aconteceu na casa da cantora, no Rio de Janeiro, e reuniu familiares, amigos e celebridades em uma festa de aniversário para Anitta, que completará 25 anos no próximo dia 30. O vídeo, no entanto, só seria comentado pelo Sensacionalista daqui um tempo… que era quando achávamos que faria sentido pra gente. Mas não tivemos paciência pra aturar o ódio gratuito dos internautas até lá.


Então, se alguém estiver interessado em saber nossa opinião sobre o clipe de Indecente, leia esse texto imaginando que foi escrito daqui 3 meses:


O clipe é colorido e tem a Anitta cantando. Fim da resenha.


Após substituir o texto que fez para Marielle por um emoji de coração partido e, em seguido, apagar o texto, Anitta pensou “daqui um mês o povo esquece”. Não se esqueçam, povo, por favor. Essa seria a melhor demonstração da frase “o feitiço virou contra o feiticeiro”. De esquerda, direita, hétero, gay, pecador, religioso, o que for… Ninguém deve comentar o clipe novo da Anitta.


Assista:




Cientistas suspeitam que Claudia Leitte viajou no tempo e chegou em 2013 ao anunciar música ‘Lacradora’

Ao divulgar capa, letra e data de lançamento de sua próxima música de trabalho, a cantora Claudia Leitte despertou suspeitas de cientistas do mundo inteiro. Acredita-se que a bagunceira descobriu como viajar no tempo e foi parar em 2013.


“Lacradora”, música com Maiara e Maraísa, que será lançada na sexta-feira (08), é uma obra que se assemelha muito ao vocabulário utilizado na internet há alguns anos, fazendo os cientistas acreditarem que ela, de fato, viajou para 2013 e, mais do que isso, está presa naquele ano até hoje.


Com rimas e expressões retiradas diretamente de fóruns e posts já ultrapassados, é possível que a próxima música de Leitte seja, na verdade, um meme que ninguém aguenta mais, mesmo que ainda nem tenha sido lançada. As palavras “pisão”, “fechação”, “lacradora”, “bafo”, “inimigas” e “recalcadas” passeiam por entre os versos, que poderiam facilmente ser um post do site Hugo Gloss.


Veja a capa e a letra da música:


lacradora capa


“Make ok, salto ok,

Cabelo também..

Tamo na luta!

Sorriso e amor próprio já ajudam


Tudo bem

Hoje tem

Look bafo

Autoestima lá no alto

Eu não sou fácil

Eu nunca prestei


Eu dou trabalho mesmo

Quem disse que eu sou santa

Tá procurando paz

Namore a pomba branca

Não provoca não…

E viva a curtição!


Copo na mão

E as inimigas no chão

Copo na mão

E as inimigas no chão

Claudinha lacradora

Dando nas recalcadas

Enquanto a gente brinda

Elas tomam pisão


Provoco o seu desejo

O meu jeito maluca…

Lá vem chuva de lacre

Prepara o guarda-chuva!

Muita fechação

E viva a curtição


Brinda lacradora brinda aê!

Ninguém vai me parar, eu vou continuar…

Brinda lacradora brinda aê!

Eu vou viver aquilo que eu sempre quis..

Brinda lacradora brinda aê!

Espere a contagem pra fazer o brinde..

Brinda lacradora brinda aê!

Saúde às lacradoras do país – cheers!!


Copo na mão

E as inimigas no chão

Copo na mão

E as inimigas no chão

Maiara e Maraisa

Dando nas recalcadas

Enquanto a gente brinda

Elas tomam pisão”



5 itens que fazem desta foto de Will Smith o resumo perfeito dos anos 90

O mundo sempre mudou. Sempre. Mas nunca tão rápido para as gerações ainda vivas hoje em dia quanto do começo para o fim dos anos 1990. Para quem olha para trás com atenção, o começo dos anos 1990 parecem outro mundo, outro planeta. Foi por ali que a humanidade fez uma curva aguda como nunca havia feito, e a grande responsável por isso foi a popularização da internet. Por isso, hoje, um jovem daquela época, que hoje tem a idade do Tio Sukita (piada interna para “velhos”, desculpa)…


sukita


… está aqui para explicar como era esta pré-história da existência offline. Sim, existiu um tempo antes da internet, e a foto que abre este post está aqui para provar. Abaixo, 5 itens que fazem desta foto de Will Smith o resumo perfeito dos anos 90.


1 – Boné para trás


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Em 1987, estreava o filme “Falcão – O campeão dos campeões”, do astro Sylvester Stallone. Nele, Falcão, o personagem principal vivido por Stallone, era um caminhoneiro que disputava quedas de braço nas paradas de estrada e, ao mesmo tempo, tentava recuperar o amor do filho. As cenas mais icônicas do filme são quando Falcão está disputando a queda de braço com um brutamontes qualquer e, para ganhar mais força, vira o boné para trás. O filme passou no Brasil em 1991 e todo moleque repetia o movimento com a mesma intenção. O rapper Chuck D, do Public Enemy, também usava o boné para trás. E o próprio Will Smith, rapper e astro da série adolescente “Um maluco no pedaço” (exibido nos EUA entre 1990 e 1996), bem antes de ser o ator de sucesso que é, assumiu o visual. Não à toa estava com o boné assim na foto. No Brasil, teve o Sérgio Mallandro… Mas vamos para o próximo item que é melhor.


2 – Nike Air


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Tênis inicialmente inspirados no astro do basquete Michael Jordan (Air Jordan, 1984), feitos pela Nike, que depois se estabeleceram nas linhas Nike Air Max (1987 até hoje). Não são mais obrigatórios, mas já foram. E bem nessa época, o começo dos anos 1990.


3 – Nintendinho


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O Nintendo Entertainment System, conhecido no Japão, sua pátria mãe, como Famicom (Nintendo Family Computer), foi lançado nos Estados Unidos em 1985 e tornou-se o console mais vendido do mundo em seu tempo. O jogo que Will Smith parece jogar é o R.B.I. Baseball, da Namco. No Brasil… Bem, no Brasil a gente copiou o console, “criando” o Phantom System… Mas não vamos falar disso também. Próximo tópico.


4 – Videocassete


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Esse é fácil, né? No começo, foram os VHS, fitas que eram reproduzidas no videocassete. Qualquer casa de classe média que prestava tinha um videocassete na televisão da sala. São os pais pré-históricos dos DVDs, que são os pais dos Blu-rays. E hoje todo mundo vê Netflix e jogou tudo isso no lixo. Mas não na época… Ah, que maravilha eram os VHS… O único problema era ter que rebobinar antes de entregar na locadora, sob pena de multa. Ou ter que tirar do videocassete antes que seus pais vissem que você estava assistindo um filme impróprio para sua idade. Desespero. Mas passou, ainda bem. Obrigado, internet.


5 – Primeiro CD da Mariah Carey


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Não tinha percebido? Pois é… Ali no cantinho, como quem não quer nada, está o primeiro CD da diva Mariah Carey, de 1990. Chamou-se “Mariah Carey”. Incrível, né? Bem comum na época. Chegou em primeiro lugar nas paradas de sucesso. Assim como a primeira “música de trabalho” (outra coisa de velho), também a primeira faixa do CD, “Vision of love”. Se você nunca ouviu “Vision of love”… Peraí. Você ouviu sim. Só não conhece pelo nome. Duvida? Dá o play abaixo. E, sim, ela era magrinha e vestia um monte de roupa. Mas o que sempre importou foi sua voz. Até hoje. Diva.




Tim Maia e Roberto Carlos: A melhor história de todas

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Texto copiado na íntegra do blog do André Barcinski

Em meio a esse bafafá sobre as mudanças que a Rede Globo fez no especial sobre Tim Maia, adicionando elogios ao “Rei”, ninguém lembrou uma das melhores histórias envolvendo os dois personagens.

O caso está em meu livro “Pavões Misteriosos – 1974-1983: A Explosão da Música Pop no Brasil” (Editora Três Estrelas) e me foi contado por Ritchie, personagem central do imbróglio.

Só para situar o leitor, o caso aconteceu no meio dos anos 1980. Em 1983, Ritchie havia lançado o LP “Vôo de Coração”, pela CBS. Somando as vendas do LP e do compacto de “Menina Veneno”, Ritchie se tornara o artista de maior sucesso do Brasil entre 1983 e 1984. Até então, apenas um artista brasileiro vendera mais discos que Roberto Carlos: os Secos e Molhados, em 1974. Mas nenhum artista da gravadora de Roberto, a CBS, o tirara do topo do pódio, e isso, segundo Tim Maia, teria causado uma reação fulminante por parte do “Rei”.

Aqui vai o trecho de “Pavões” em que o “Síndico” explica a Ritchie como funcionam as coisas no mundo encantado de Roberto Carlos:

O futuro parecia promissor para Ritchie: rico, famoso, e com um contrato de mais três discos com a CBS. Mas uma série de desentendimentos e crises acabaria por prejudicar sua carreira. Depois do sucesso de “Vôo de Coração”, ele nunca mais teria um LP entre os 50 mais vendidos do ano no Brasil. Quando foi gravar o segundo disco, “E a Vida Continua”, o cantor sentiu certa má vontade por parte da CBS. “Eles não divulgaram o disco, não pareciam interessados.” A música de trabalho, “A Mulher Invisível”, outra parceria com Bernardo Vilhena, fez sucesso nas rádios, mas logo sumiu das paradas. O LP vendeu 100 mil cópias, uma boa marca, mas pálida em comparação ao 1,2 milhão de “Vôo de Coração”. O disco seguinte, “Circular”, vendeu menos ainda: 60 mil.

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Ritchie ficou perplexo. Não entendia como havia passado, em tão pouco tempo, de prioridade a um estorvo na CBS. Até que leu uma entrevista de Tim Maia à revista “IstoÉ”, em que o “Síndico” afirmava que Roberto Carlos, o maior nome da gravadora, havia “puxado o tapete” de Ritchie. “Eu não podia acreditar. O Roberto sempre foi muito carinhoso comigo, sempre fez questão de me receber no camarim dele, sempre me tratou muito bem. Até hoje, não acredito que isso tenha partido do Roberto.”

Um dia, Ritchie foi cumprimentar Tim Maia depois de um show no Canecão. O camarim estava lotado. Assim que viu Ritchie, Tim gritou: “Agora todo mundo pra fora, que vou receber meu amigo Ritchie, o homem que foi derrubado da CBS pelo Roberto Carlos”. Claudio Condé, da CBS, nega: “Isso é viagem. O Roberto nunca teve esse tipo de ciúme”.

Para piorar a situação, Ritchie havia comprado briga com outro peso-pesado da indústria da música: Chacrinha. Por um bom tempo, o cantor havia participado dos playbacks que o Velho Guerreiro promovia em clubes do subúrbio do Rio de Janeiro, mas essas apresentações começaram, gradativamente, a atrapalhar a agenda de shows de Ritchie. “O filho do Chacrinha, Leleco, marcou um playback comigo, a Alcione e o Sidney Magal no estacionamento de um shopping, mas eu tinha um show de verdade em Belo Horizonte, e meu empresário disse que eu não poderia comparecer.”

Resultado: Ritchie passou a ter cada vez mais dificuldades em aparecer na TV e viu notinhas maliciosas plantadas em colunas musicais. Uma delas dizia: “O artista inglês Ritchie, tão bem acolhido pelos brasileiros, se recusa a trabalhar com artistas brasileiros”. “Fiquei puto da vida.” Em janeiro de 1985, Ritchie, o maior vendedor de discos do Brasil no ano anterior, foi ignorado pelo Rock in Rio. “Aquilo me deixou arrasado. Lembro que um dos organizadores do festival deu uma declaração de que eu ‘nem brasileiro era’. Como pode uma coisa dessas?”

Ritchie estava tão por baixo na CBS que a gravadora concordou em rescindir seu contrato, mesmo faltando um disco. O cantor assinou com a Polygram e lançou, em 1987, o compacto de “Transas”, tema da novela global “Roda de Fogo”. “Transas” vendeu muito bem, mas o primeiro LP pela Polygram, “Loucura e Mágica”, não passou de 25 mil cópias. Em três anos, Ritchie fora de maior astro do Brasil a fracasso de vendas, tornando-se um exemplo marcante da efemeridade dos fenômenos pop.

Anos depois, quando fazia um show em Angra dos Reis, o cantor foi procurado por um homem, que se apresentou como radialista e lhe disse: “Há anos quero te contar um caso: quando você lançou ‘A Mulher Invisível’, aconteceu algo que eu nunca tinha presenciado em mais de 30 anos trabalhando em rádio: eu ganhei um jabá da sua própria gravadora para não tocar sua música!”.

O post Tim Maia e Roberto Carlos: A melhor história de todas apareceu primeiro em Sedentário & Hiperativo.

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