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Resultado da busca por: "ir pro apartamento"

O dia que eu viajei três mil quilômetros pra levar um fora – Aconteceu Comigo

aconteceu-comigo1


Olá leitores do Insoonia!!


Já me diverti muito lendo as histórias do “Aconteceu Comigo” e adoro todas elas. Não porque são aquelas histórias de auto estima e lições de vida maravilhosas, mas porque mostram que não é só eu que me f*do na vida.


Primeiro um pouco sobre minha pessoa: sou gay assumido, tenho 27 anos, na época estava solteiro a um ano depois de terminar um relacionamento de quatro anos, e moro em uma cidade do interior de Santa Catarina que fica perto da capital – Florianópolis. Neste relato vou me chamar de Gustavo, porque a vergonha alheia foi bem grande aqui! KKKKKKK


Eu e mais duas amigas resolvemos fazer uma viagem de férias. Pesquisamos, vimos preços, locais, datas e decidimos passar seis dias em Natal, capital do Rio Grande do Norte.


Chegou o dia da viagem. Nós três no aeroporto de Floripa esperando o avião e eu como sou muito debochado já falei para as meninas irem instalando o Tinder porque ninguém ia voltar para Santa Catarina no zero a zero. Elas entraram na brincadeira e instalaram também.


Chegamos em Natal, e já seguimos para o hotel para aproveitar um pouquinho do dia que restava (quase o dia inteiro viajando), e depois a noite no quarto (pegamos quarto todos juntos) começamos nos likes do Tinder. Elas não estavam com muita sorte, mas eu nunca vi tanto match por metro quadrado! Era cada gato (quem disse que no nordeste não tem homem bonito é porque nunca visitou Natal).


Mesmo estando de viagem não sou desses que saí com qualquer pessoa, até porque hoje em dia todo o cuidado é pouco. Eis que nos matches um me chama a atenção e começamos a conversar pelo Tinder e depois trocamos WhatsApp. Conversamos bastante até que ele sugeriu para nos conhecermos.


Em um primeiro momento relutei um pouco, afinal eu tava a quase três mil quilômetros de distância da minha casa e sair com um desconhecido seria um pouco apavorante. Conclusão: no outro dia a noite fiz minhas amigas irem junto comigo, pegamos um táxi e nos encontramos em um barzinho perto do nosso hotel.


A noite foi muito boa. Ele era mais bonito pessoalmente, muito atencioso, querido, carinhoso, tinha um papo agradável e se mostrou prestativo em dizer para nós o que fazer, onde comprar lembrancinha, onde comer,… dica para turistas né.


Terminando a noite ele ofereceu uma carona para eu e minhas amigas de volta ao hotel. Acabamos aceitando a gentileza e fomos. Quando chegamos ele pediu pra eu ficar um pouco mais enquanto minhas amigas fossem pro quarto. Acabou que ficamos nos amassos no carro e combinamos de nos vermos os outros dias em que eu estaria na cidade, e como ele trabalhava durante o dia, só a noite pra a gente sair mesmo.


Foi então que nos dias seguintes a gente acabava saindo para jantar, bater papo e aproveitar um ao outro enquanto eu estava na cidade. Tudo passou muito rápido e logo era dia de retornar para Santa Catarina, e no último encontro ele disse que tinha gostado de mim e que da parte dele estava rolando sentimento e que apesar da distância, queria manter contato comigo e me ver de novo. Nós estávamos na mesma vibe e disse que poderíamos manter contato e que nos veríamos novamente, eu indo para Natal ou ele vindo para Santa Catarina.


De volta pro meu estado e mesmo com três mil quilômetros de separação todos os dias nos falávamos. Compartilhávamos nossas saídas, fotos, risadas, problemas, saudades, e é claro, fazíamos planos para nos vermos. Como eu sempre pego férias do escritório no final do ano eu disse que tinha disponibilidade para viajar para Natal novamente e passar minhas férias lá. Ele ficou todo empolgado e aceitou na hora, dizendo que agora que ele morava sozinho eu poderia ficar na casa dele sem problemas. Acabei me empolgando também e comprei as passagens e lá fui eu viver minha aventura que havia começado meses antes.


Saí de manhã de Santa Catarina e cheguei quase a noite em Natal na maior empolgação, afinal a gente já tinha ficado e nos falávamos todos os dias depois que voltei pra minha cidade. Foi aí que tudo começou a desandar de um jeito homérico!!


Ele a princípio me recebeu muito bem, com aquele abraço apertado no aeroporto e tudo mais. Seguimos pro supermercado para fazer umas compras e depois pedimos dois lanches e comemos no apartamento dele mesmo. Foi durante esse período que eu comecei a notar um certo distanciamento dele, tanto que eu tive que me insinuar para conseguir dar uns amassos (nem sexo rolou). Fiquei P-U-T-O da cara mas não deixei transparecer. Dei boa noite e dormimos.


No outro dia acordamos tarde, almoçamos e fomos para a praia. Ele disse que ia levar uma amiga junto. Não me opus, até porque eu já tinha conhecido ela da outra vez que eu estive em Natal e achei que seria legal rever ela de novo. Até aí tudo bem. Mas durante o dia fui percebendo que ele não me procurava. Nem uma palavra de carinho, nem um gesto, nem um sorriso… NADA!


Se eu já estava puto da noite anterior, esse dia eu fiquei o satanás em pessoa e não segurei, fechei a minha cara de um jeito que ele na hora começou a percebeu e me perguntou se estava tudo bem. Eu não falei nada, e disse que estava cansado e queria ir pro apartamento descansar. Como ele não estava de férias e trocou o horário de trabalho dele para a noite, eu ficaria sozinho na casa dele nesse período. Eu fiquei lá no apartamento sozinho, vi filme, falei com as amigas pelo WhatsApp e minha raiva só crescendo por eu ter despendido meu tempo e ter ido pra lá ver uma pessoa que nem um beijo não me dava direito.


No outro dia eu acordei umas dez horas da manhã e ele não estava na cama (que é de casal por sinal). O cara foi dormir na sala mano! Na sala! E nisso não me aguentei, esperei ele acordar e perguntei porque ele não foi dormir na cama e porque dele estar todo estranho comigo. Relutando bastante ele me disse que não queria mais ficar comigo, mas não queria falar isso para não estragar minhas férias e a viagem e que nem por isso eu precisava ir embora, eu poderia ficar passear com ele e tudo mais.


Corujas… vocês entenderam tudo? O cara faz mil e um planos comigo, diz que gosta de mim, que queria ficar comigo, faz eu viajar três mil quilômetros e me dá um legítimo e autêntico pé na bunda!


Fiquei completamente sem reação, e me limitei em perguntar quando ele tinha percebido isso. Ele disse que quando me viu no aeroporto. Levantei do sofá, fechei a porta do quarto, liguei pra companhia aérea e troquei a passagem para o dia seguinte voltando pra Santa Catarina mais humilhado que corno quando descobre que é corno. E pra completar tive minha bagagem extraviada ainda.


E é isso aí caros leitores!

Quando tu pensa que tu foi trouxa, tem alguém que se supera!

Prazer eu!


anônimo


Envie também a sua história! [email protected] ou [email protected]

O dia que eu viajei três mil quilômetros pra levar um fora – Aconteceu Comigo

aconteceu-comigo1


Olá leitores do Insoonia!!


Já me diverti muito lendo as histórias do “Aconteceu Comigo” e adoro todas elas. Não porque são aquelas histórias de auto estima e lições de vida maravilhosas, mas porque mostram que não é só eu que me f*do na vida.


Primeiro um pouco sobre minha pessoa: sou gay assumido, tenho 27 anos, na época estava solteiro a um ano depois de terminar um relacionamento de quatro anos, e moro em uma cidade do interior de Santa Catarina que fica perto da capital – Florianópolis. Neste relato vou me chamar de Gustavo, porque a vergonha alheia foi bem grande aqui! KKKKKKK


Eu e mais duas amigas resolvemos fazer uma viagem de férias. Pesquisamos, vimos preços, locais, datas e decidimos passar seis dias em Natal, capital do Rio Grande do Norte.


Chegou o dia da viagem. Nós três no aeroporto de Floripa esperando o avião e eu como sou muito debochado já falei para as meninas irem instalando o Tinder porque ninguém ia voltar para Santa Catarina no zero a zero. Elas entraram na brincadeira e instalaram também.


Chegamos em Natal, e já seguimos para o hotel para aproveitar um pouquinho do dia que restava (quase o dia inteiro viajando), e depois a noite no quarto (pegamos quarto todos juntos) começamos nos likes do Tinder. Elas não estavam com muita sorte, mas eu nunca vi tanto match por metro quadrado! Era cada gato (quem disse que no nordeste não tem homem bonito é porque nunca visitou Natal).


Mesmo estando de viagem não sou desses que saí com qualquer pessoa, até porque hoje em dia todo o cuidado é pouco. Eis que nos matches um me chama a atenção e começamos a conversar pelo Tinder e depois trocamos WhatsApp. Conversamos bastante até que ele sugeriu para nos conhecermos.


Em um primeiro momento relutei um pouco, afinal eu tava a quase três mil quilômetros de distância da minha casa e sair com um desconhecido seria um pouco apavorante. Conclusão: no outro dia a noite fiz minhas amigas irem junto comigo, pegamos um táxi e nos encontramos em um barzinho perto do nosso hotel.


A noite foi muito boa. Ele era mais bonito pessoalmente, muito atencioso, querido, carinhoso, tinha um papo agradável e se mostrou prestativo em dizer para nós o que fazer, onde comprar lembrancinha, onde comer,… dica para turistas né.


Terminando a noite ele ofereceu uma carona para eu e minhas amigas de volta ao hotel. Acabamos aceitando a gentileza e fomos. Quando chegamos ele pediu pra eu ficar um pouco mais enquanto minhas amigas fossem pro quarto. Acabou que ficamos nos amassos no carro e combinamos de nos vermos os outros dias em que eu estaria na cidade, e como ele trabalhava durante o dia, só a noite pra a gente sair mesmo.


Foi então que nos dias seguintes a gente acabava saindo para jantar, bater papo e aproveitar um ao outro enquanto eu estava na cidade. Tudo passou muito rápido e logo era dia de retornar para Santa Catarina, e no último encontro ele disse que tinha gostado de mim e que da parte dele estava rolando sentimento e que apesar da distância, queria manter contato comigo e me ver de novo. Nós estávamos na mesma vibe e disse que poderíamos manter contato e que nos veríamos novamente, eu indo para Natal ou ele vindo para Santa Catarina.


De volta pro meu estado e mesmo com três mil quilômetros de separação todos os dias nos falávamos. Compartilhávamos nossas saídas, fotos, risadas, problemas, saudades, e é claro, fazíamos planos para nos vermos. Como eu sempre pego férias do escritório no final do ano eu disse que tinha disponibilidade para viajar para Natal novamente e passar minhas férias lá. Ele ficou todo empolgado e aceitou na hora, dizendo que agora que ele morava sozinho eu poderia ficar na casa dele sem problemas. Acabei me empolgando também e comprei as passagens e lá fui eu viver minha aventura que havia começado meses antes.


Saí de manhã de Santa Catarina e cheguei quase a noite em Natal na maior empolgação, afinal a gente já tinha ficado e nos falávamos todos os dias depois que voltei pra minha cidade. Foi aí que tudo começou a desandar de um jeito homérico!!


Ele a princípio me recebeu muito bem, com aquele abraço apertado no aeroporto e tudo mais. Seguimos pro supermercado para fazer umas compras e depois pedimos dois lanches e comemos no apartamento dele mesmo. Foi durante esse período que eu comecei a notar um certo distanciamento dele, tanto que eu tive que me insinuar para conseguir dar uns amassos (nem sexo rolou). Fiquei P-U-T-O da cara mas não deixei transparecer. Dei boa noite e dormimos.


No outro dia acordamos tarde, almoçamos e fomos para a praia. Ele disse que ia levar uma amiga junto. Não me opus, até porque eu já tinha conhecido ela da outra vez que eu estive em Natal e achei que seria legal rever ela de novo. Até aí tudo bem. Mas durante o dia fui percebendo que ele não me procurava. Nem uma palavra de carinho, nem um gesto, nem um sorriso… NADA!


Se eu já estava puto da noite anterior, esse dia eu fiquei o satanás em pessoa e não segurei, fechei a minha cara de um jeito que ele na hora começou a percebeu e me perguntou se estava tudo bem. Eu não falei nada, e disse que estava cansado e queria ir pro apartamento descansar. Como ele não estava de férias e trocou o horário de trabalho dele para a noite, eu ficaria sozinho na casa dele nesse período. Eu fiquei lá no apartamento sozinho, vi filme, falei com as amigas pelo WhatsApp e minha raiva só crescendo por eu ter despendido meu tempo e ter ido pra lá ver uma pessoa que nem um beijo não me dava direito.


No outro dia eu acordei umas dez horas da manhã e ele não estava na cama (que é de casal por sinal). O cara foi dormir na sala mano! Na sala! E nisso não me aguentei, esperei ele acordar e perguntei porque ele não foi dormir na cama e porque dele estar todo estranho comigo. Relutando bastante ele me disse que não queria mais ficar comigo, mas não queria falar isso para não estragar minhas férias e a viagem e que nem por isso eu precisava ir embora, eu poderia ficar passear com ele e tudo mais.


Corujas… vocês entenderam tudo? O cara faz mil e um planos comigo, diz que gosta de mim, que queria ficar comigo, faz eu viajar três mil quilômetros e me dá um legítimo e autêntico pé na bunda!


Fiquei completamente sem reação, e me limitei em perguntar quando ele tinha percebido isso. Ele disse que quando me viu no aeroporto. Levantei do sofá, fechei a porta do quarto, liguei pra companhia aérea e troquei a passagem para o dia seguinte voltando pra Santa Catarina mais humilhado que corno quando descobre que é corno. E pra completar tive minha bagagem extraviada ainda.


E é isso aí caros leitores!

Quando tu pensa que tu foi trouxa, tem alguém que se supera!

Prazer eu!


anônimo


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A CULPA É DO COMEDIANTE?

Eu tenho ouvido essa frase há algum tempo, que o humor no Brasil tá uma merda porque os comediantes são uma merda. Os do standup então, afff… tudo uma merda! E isso realmente me preocupou por algum tempo. Já que eu faço parte da classe, o que eu poderia fazer pra mudar este conceito? Bem, fui ler. 


Falam que o standup brasileiro é uma merda e que o standup americano que é o bom. Concordo, em parte. 


O Standup surgiu nos Estados Unidos lá no comecinho dos anos 1900, quando os espetáculos de vaudeville tinham  os Mestres de Cerimônia que se apresentavam entre um show e outro. Eles usavam seus próprios nomes, faziam piadas que eles mesmos escreviam e se apresentavam de cara limpa. Standup.


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Bob Hope, um dos primeiros caras nos EUA a fazerem sucesso no Vaudeville e como Comediante Standup.

Com o surgimento do rádio eles passaram a ser os apresentadores entre um número musical e outro (o rádio era ao vivo), com o surgimento da TV o mesmo aconteceu e assim este modelo de comédia passou a fazer parte da cultura americana desde o final dos anos 50 com o surgimento dos Clubes de Comédia.


No Brasil o Standup só começou a virar parte da cultura a partir de 2003, com o surgimento do Clube da Comédia Em Pé no Rio de Janeiro e dois meses depois o Clube da Comédia Standup em São Paulo. Ou seja, você quer comparar 66 anos de comediantes Standup nos Estados Unidos com 13 anos de comediantes Standup no Brasil?


Ok, então vamos comparar essas plateias também.


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Paulo Carvalho, Léo Lins, Fábio Porchat, Claudio Torres, Fernando Caruso – Comédia em Pé em 2009.

Eu estou agora em Nova York passando uns dias num albergue, torcendo pra não roubarem os meus rins, escrevendo meu primeiro livro “Tinha Tudo Pra Dar Certo Se Não Fosse Eu” e esperando o dia 07 de Janeiro para assistir a estreia do novo solo de Standup do Jerry Seinfeld.


Pra aproveitar o passeio eu tenho ido em alguns comedy clubs para ver o que está sendo feito de humor por aqui, para aprender mais. Ontem fui em um bem conhecido, o Carolines on Broadway.


O comediante da noite era o Joe Machi, que eu nunca tinha ouvido falar, mas que segundo o release dele: em 2010 ele ganhou como Melhor Comediante Emergente no New York Underground Comedy Festival, logo depois ganhou como Comediante Mais Engraçado no New York Comedy Festival, participou do Boston Comedy Festival, entrou para a Elite Eight do Carolines on Broadway e ficou entre os finalistas da oitava temporada do programa “Last Comic Standig”, um tipo de Prêmio Multishow daqui.


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Bom, fiquei otimista com o currículo do cara. Imaginei um bom show e foi. Porém, a plateia daqui é outra plateia. Eles reagem nas boas e nas más piadas. Eles entendem que o que o comediante está fazendo… é piada. Eu anotei duas boas piadas pesadas que ele contou. Leia e veja o que você acha delas.


“Falam que a parte mais difícil em se tem um bebê é dar banho em um bebê. A namorada do meu amigo teve um abordo durante o banho e com certeza este foi o pior banho de bebê que alguém já deu.”


Eu faria esta piada? Não. Eu ri dela na hora. Ri. A plateia riu? Não. A plateia APLAUDIU enquanto falava “ooohhhh!!!!” e isso foi mais engraçado que a piada em si. A plateia aqui entende como “cara, parabéns, você foi longe nessa!”.


Por mais que desaprovem a piada, eles sabem que é uma piada e riem. Outra.


“Eu não sei porque tem tanto serial killer homem se é bem mais fácil pra uma mulher convencer o cara a ir pro apartamento dela. Pra mim sempre foi muito difícil conseguir levar uma mulher pra minha casa. Talvez o serial killer homem tenha o seu valor”.


Risadas e aplausos.


Mas não pense que a encheção de saco com os comediantes é só no Brasil. Aqui nos Estados Unidos o próprio Jerry Seinfeld (que é conhecido por nunca usar palavrões em seus textos e nunca fazer piadas ofensivas) já disse que o politicamente correto está acabando com o humor e não à tôa um dos maiores publicitários do Brasil, o Wassington Olivetto também declarou que o politicamente correto matou a liberdade criativa.


Seinfeld também falou sobre o patrulhamento dos gays em relação às piadas e ultimamente a atriz e autora Tina Fey, do Saturday Night Live e do 30 Rock foi acusada de racismo e disse que a partir de agora não vai mais explicar piada e pedir desculpas.


Agora imagina só se eu tivesse que explicar cada piada que eu faço para quem se ofende com elas, nesse mundo onde todo mundo se ofende com tudo. Por exemplo, essa minha piada aqui sobre os fogos de artifício no réveillon:


post-facebook-piada


Primeiro: eu errei a resposta. O certo é 42 e é uma referência ao livro O Guia Do Mochileiro Das Galáxias quando ele fala que 42 é a resposta para a pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais.


Segundo: Este símbolo aqui (!) significa ironia. Usem sem moderação.


Fora isso, por algum motivo que eu não sei qual, as pessoas projetam a sua vida em cima de uma piada e quando o comediante faz piada com algum fato que remete a algo da sua vida, você fica mal. Isso não faz sentido!


É claro que eu não vou soltar fogos na casa de ninguém, eu nem compro fogos!


Funciona mais ou menos assim: se tem um assunto em evidência, é claro que eu vou fazer piada com ele. Se todo mundo está de um lado, é claro que eu estarei do outro. O humor é opositor!


Com tanta gente grande (e eu) achando uma merda este patrulhamento e essa censura que só é ruim pra vocês mesmos, que deixam de desfrutar piadas muito além dos limites do comum, vocês ainda acham que a culpa é do comediante?

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