The Piauí Herald

Miliciano é cancelado por se fantasiar de presidente

LUGAR DE BALA – Polêmica no carnaval. Um miliciano do Rio de Janeiro foi cancelado (não confundir com fuzilado) por seus companheiros de crime ao se fantasiar de presidente da República. A fantasia caiu como uma bomba (fabricada pela Taurus) no grêmio estudantil de Rio das Pedras, encabeçado por um grupo de ex-PMs conhecidos pelo ativismo em áreas como gás, gatonet e assassinato de aluguel.


“Nós passamos décadas lutando para ter um lugar de fala, impondo a nossa cultura para conseguir ser respeitado por aquilo que nós somos”, explicou o ativista paramilitar Lobato. “Aí vem esse sujeito, em pleno carnaval, e resolve vestir uma fantasia que não condiz com os nossos valores.”


Para Lobato – que chegou a ser cotado para ministro da Casa Civil -, o mais duro é ver que o cidadão continua fazendo uso de termos e práticas típicos da milícia – como queima de arquivo, insulto a mulher e agressão arbitrária – mesmo negando a indumentária característica do grupo. “Ele precisa se decidir sobre quem é. Precisa honrar os antigos, sem medo de defender nossa tradição. Se não vai continuar cancelado.”

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Cedae afirma não ter capacidade para tratar falas de Bolsonaro

COLIFORMES PRESIDENCIAIS – “É um quadro sem dúvida mais grave do que o que encontramos no Guandu, na Baía de Guanabara ou até mesmo na água batizada que o pessoal toma no carnaval”, afirmou em nota a Cedae na tarde dessa quinta-feira. “Não há carvão ativado suficiente no mundo para nos dar a capacidade técnica, psicológica, moral e de segurança para tratar os discursos cada vez mais tóxicos do presidente.”



Segundo a companhia, nas primeiras análises foram encontrados coliformes vindos de laranja podre, cadáver de miliciano, tuíte sem pé nem cabeça, corpo ministerial em decomposição e bactérias que costumam aparecer em misóginos, nazistas e seres que padecem de crise com relação à própria masculinidade. “As únicas coisa que não encontramos foram bom senso e o Queiroz”, afirmou a Cedae.


Especialistas afirmam que a situação pode ser ainda mais grave, já que as falas de Bolsonaro se ramificam em inúmeros ramais, muitos deles automatizados, pela esgotosfera da internet, que já começa ela mesma a desenvolver um nível de toxicidade alto retroalimentando o próprio emissor inicial. Os estudiosos afirmam que a situação é complexa por se tratar de um material fecal verbal que ficou em depuração por trinta anos em cantos escuros e escusos de Brasília, se reproduziu e agora se espalha de forma indiscriminada.


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“Se não têm donuts, que comam brioches”, diz Paulo Guedes

BRASIL, 1789 – O ministro dos maus costumes, eminência parda da economia e príncipe herdeiro do reino da Fiesp, Paulo Antonieta de Orleans e Bragança Guedes Bolsonaro Bourbon (só se for envelhecido 12 anos) – também conhecido como Duque de Chicago – chocou a Praça das Três Bastilhas, hoje pela manhã, ao defender uma vez mais as vantagens de não haver empregadas domésticas viajando para a Disney, por efeito da alta do dólar. “Se não têm donuts, que comam brioches. Nas padarias de Foz do Iguaçu e Cachoeiro de Itapemirim tem”, declarou, antes de guilhotinar um pobre condenado à pena de morte por ter cometido o crime de continuar pobre.


A frase de Guedes causou mal estar na ala mais moderada do Palácio de Versalhes (aquele carro da Ford). “Considerei pesado, inapropriado, e desrespeitoso para com a raça das domésticas”, disse o Cardeal Roberto Alvim, responsável pela propaganda da aristocracia. “Eu nunca diria uma coisa dessas nem sequer para uma árvore”, complementou o Cardeal Ricardo Salles, jardineiro-real do palácio. “Nem a língua portugueza meresse cer tão agredida”, concluiu o Cardeal Weintraub, tutor dos príncipes Charles, Eduard e Flaviô.



Apesar da revolta popular, cerca de 30% dos plebeus e burgueses fiéis à Coroa preferiram aplaudir a frase de Guedes, defendendo que o acesso ao brioche revela, na verdade, uma melhoria dos índices econômicos. “Quando o PT estava no poder, as padarias só vendiam pão francês, que nem patriótico é”, declarou o empresário burguês Lucien Hang, le vieil homme de l’Havan, que já está parcelando a venda de brioches em dez vezes sem juros.

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Fila para vaga no Escritório do Crime congestiona região do Vivendas da Barra

CV (CURRICULIM VITAE) – “Isso mostra que a economia está se reerguendo, vagas estão abrindo e os números estão melhorando”, comentou o ministro Paulo Guedes, a respeito da enorme fila, formada em frente ao condomínio Vivendas da Barra, por pessoas interessadas em ocupar o cargo de CEO do Escritório do Crime, a famosa start-up especializada em assassinato por aluguel no Rio de Janeiro. A vaga foi aberta recentemente em função da morte do miliciano Adriano da Nóbrega – que teve uma sólida carreira à frente do Escritório, chegando a ser homenageado, em 2005, com uma Medalha Tiradentes pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro. “São brasileiros que estão atrás de uma oportunidade justa em um mercado competitivo que só cresce, diferente de alguns parasitas que passam em concurso público para viver da mamata”, continuou Guedes.


Segundo especialistas, a chamada “uberização da economia” é a tendência que chegou agora ao mundo do crime – e que explica o boom de interessados. “Perceba que muitos profissionais dali são os chamados ‘assassinos de aluguel’, ou seja, não são fixos, não seguem o regime CLT que tanto engessa a economia e alija o empresariado”, explicou um economista da Fiesp que preferiu permanecer anônimo e já se encontra no programa de proteção à testemunha. Os interessados no cargo devem mostrar que têm experiência com rachadinha, extorsão e gatonet, além de preencher uma ficha com ao menos 37 números de telefone celular para contato.


O Escritório do Crime também anunciou que os próximos passos do processo seletivo devem ser mediados por um aplicativo, batizado de LinkedCrim, que já está disponível na intranet da Alerj e do Senado. Em entrevista à revista “Terça Livre Negócios”, executivos da holding indicaram que não devem fazer uso de um headhunter para busca do CEO. “Até porque de headhunter o Escritório já está cheio, né?”, completou o empresário Fabricinho de Rio das Pedras.


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Queima de Arquivo, dirigido pelo Bope da Bahia, vence Oscar de roteiro mais previsível

MILÍCIA EM VERTIGEM – Reviravolta no Oscar. Finda a cerimônia que deu o prêmio principal ao coreano Parasita, do diretor Bon Joon-Guedes, a academia de Rio das Pedras anunciou a premiação hors concours da produção brasileira Queima de Arquivo, que só entrou na disputa ontem, após o Bope da Bahia ter matado o miliciano Adriano de Nóbrega – o chefe do Escritório do Crime, conhecido por seu trabalho cinematográfico à frente (e nos fundos) do gabinete do senador Flávio Bolsonaro.


O presidente da academia, o ministro Sérgio Moro, contou que o prêmio foi escolhido de forma unânime por um júri formado pelo vereador Carlos Bolsonaro, o blogueiro Allan dos Santos, o youtuber Olavo de Carvalho e o faz-tudo Fabrício Queiroz, que votou por meio de uma procuração, já que não foi encontrado.


“O filme é uma mistura heróica, nacional e ferreamente romântica  de O Poderoso Chefão, Cinderela Baiana e True Lies, que o presidente Jair Bolsonaro prefere chamar de ‘Fake News'”, comentou o dramaturgo e dublê de Goebbels Roberto Alvim. “Ele vai reverberar ao redor do globo, digo, da terra plana.” A obra colheu elogios da bancada da crítica por se tratar de uma produção low-budget que custou apenas 48 depósitos de 2 mil reais e cerca de 25 panetones.


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