arrow_back

Surrealista

Erro de português leva a apreensão de 4 toneladas de maconha

Até para traficar drogas o domínio da Língua Portuguesa é fundamental. Quem diria? Fato comprovado pela Polícia Rodoviária Federal no km 521 da Rodovia Régis Bittencourt, na região de Cajati, em São Paulo. Um caminhão que levava partes de frango congeladas para Vila Velha, no Espírito Santo, foi parado e a carga só foi fiscalizada com atenção redobrada por causa de um erro de grafia, informa o Estadão.


Na descrição do conteúdo estava “dorço de frango”, e a palavra é com s, “dorso”. Aberto o caminhão para averiguação, os policiais encontraram uma quantidade estimada de 4 toneladas de maconha escondidas no meio dos frangos. O motorista, de 31 anos, disse que pegou a carga em Cascavel, no Paraná, e que, logo depois, pediu a um amigo para incluir a maconha no frigorífico. Ele foi preso na hora.


A carga renderia R$ 21 mil, sendo R$ 6 mil pelos frangos e R$ 15 mil pela maconha. Pra você ver o quanto pode custar um errinho de português…



Comerciante vende pipoca com camarão e com salada de frutas no Rio

Quem é velho (30+) e morava ou frequentava as grandes cidades brasileiras acompanhou a evolução da oferta de pipocas. Tudo começou com “sal ou doce?”, e aquela doce a gente até podia tentar fazer em casa, nunca ficava igual. Daí, veio a pipoca de microondas, junto com aquela gordura hidrogenada que cola na língua pra nunca mais sair, e os pipoqueiros de rua precisaram inovar.


Em algum lugar dos anos 90, virou moda temperar pipoca salgada com glutamato monossódico, popularizado pelo Aji-no-moto. Vieram também as pipocas com gostos distintos, temperadas com Sazón ou até mesmo pozinho de miojo. Que momento, senhoras e senhores. Que momento. Eu vi. Eu estava lá.


Nada nos preparou, porém, para as invenções arrojadas do pipoqueiro Jean Conceição da Silva, de 51 anos, pelo menos 30 destes dedicados à venda de pipocas. Ele comparece de terça-feira a domingo, a partir das 17h, em uma praça da Estrada dos Coqueiros, em Senador Camará, subúrbio do Rio de Janeiro, e oferece a seus clientes pipocas com bacon, com queijo coalho, com calabresa e – os sabores mais surpreendentes – com camarão e com salada de frutas. A cobertura de chocolate ou de morango é à vontade.


“No início, achei que os clientes podiam estranhar, mas gostaram tanto que até pedem para misturar”, disse Jean ao jornal Extra. “Um dos pedidos que mais sai é o de pipoca com camarão, queijo coalho e Leite Moça.” Sim. Camarão + queijo coalho + LEITE CONDENSADO. Onde vamos parar? Quero provar JÁ. Os preços variam entre R$ 3 e R$ 12, independentemente do sabor escolhido.


O jornal informa que o pico de movimento é por volta das 20h. À meia-noite, quando termina o expediente, Jean segue para casa para, às 6 da manhã, iniciar a lida como pedreiro, sua segunda profissão.



Facção pinta ‘código de ética’ em parede: ‘respeito uns com os outros’

Você pode pensar neste ato dos traficantes de João Pessoa, na Paraíba, de duas formas (entre várias que não interessam aqui). E vai estar certo nas duas, sem julgarmos o que seria bom ou ruim, o famoso “juízo de valor”. Primeiro, leia os “mandamentos” que o poder paralelo de três comunidades locais escreveram nas paredes:


– Não usar drogas na frente de crianças;

– Motoqueiros: andar devagar pelas ruas;

– Não escutar som alto tarde da noite;

– O sossego da população é primordial;

– Não roubar na comunidade, em respeito ao cidadão de bem;

– Respeitar todos os moradores;

– Não aceitamos talaricagem;

– União e respeito uns com os outros.


A primeira forma é ler estas palavras em um país com a venda de drogas liberada, um exercício de imaginação. O “código de ética” do tráfico seria bastante positivo, quase uma ata do seu prédio, seu condomínio, sua vila. Principalmente a parte da “talaricagem”, que é se envolver com homem ou mulher comprometidos. Se bem que… se a pessoa estiver afim… Enfim, deixa pra lá. Tudo muito plausível, certo?


Outra é ler estes “mandamentos” modernos em um país onde a venda de drogas é um crime, mas as pessoas gostam tanto de drogas que entram na ilegalidade mesmo assim para comprá-las e vendê-las. Que é o que acontece em todos os países onde a venda de drogas é proibida. Como o Brasil. Completamente errado ditar estas regras, não é?


Certo nos dois casos. O muro, como a folha em branco, recebe qualquer coisa sem reclamar. O problema são as entrelinhas.


A polícia achou aquilo uma afronta, uma demonstração de poder inaceitável, quase como usar armas pesadas em público (que é o que traficantes de droga fazem para ganhar dinheiro vendendo drogas). Chamados, os policiais do 5º Batalhão foram nos bairros Bancários, Mangabeira e Costa e Silva (aliás… que triste ainda existir um bairro com este último nome). Fizeram o quê? Picharam por cima, informa o G1:



“Denuncie! 190”, escreveram, dando o telefone da polícia. Então… já sabe: Se virem qualquer pessoa vendendo drogas ou impondo o poder paralelo, como ditar regras a serem seguidas em uma parede, ligue para o 190 e denuncie. Mas se puderem ter “respeito uns com os outros” também, nada mal. [Nota do Editor: Não há qualquer ironia neste último parágrafo, é sempre bom avisar]



Motorista detido testa positivo em todas as drogas: álcool, maconha, anfetamina, cocaína e opiáceos

Sabe quando você pega um exame de sangue, abre antes do médico para ver e descobre que está com níveis bons em todos aqueles nomes técnicos que nunca ouvimos falar na vida? Então pensa isso ao contrário, e no trânsito. A polícia de Carcastillo, em Navarra, na Espanha, recebeu a denúncia de que um grande grupo estava entrando alcoolizado em um carro preto. Foram atrás.


O carro foi interceptado às 8h30 da manhã do último domingo e levava quatro mulheres e dois homens entre 25 e 26 anos, todos sem cinto, uns em cima dos outros. Ou seja, tudo errado desde o começo. Até que o motorista foi fazer os testes de drogas, começando pelo do álcool, o bafômetro, mas também os de saliva disponíveis, para maconha, anfetamina/metanfetamina, cocaína e opiáceos (como heroína ou morfina).


Adivinha? Não precisa adivinhar, já estava no título: o motorista conseguiu a proeza de testar positivo para todas as drogas que a polícia espanhola conseguiria detectar, informa o site Noticias de Navarra. TODOS. Imagina o estado desta criatura. De acordo com as leis locais, ele teve multa de 1 mil euros e desconto de 6 pontos na carteira pelo nível alcoólico e mais 1 mil euros e menos 6 pontos pelas drogas. Ainda perdeu outros 3 pontos na carteira porque ninguém estava com cinto de segurança no carro.


O Surrealista apurou a legislação de trânsito da Espanha, em vigor desde 2006, e descobriu que cada motorista tem 12 pontos para “gastar” (ou 8, para quem tem habilitação há menos de 3 anos). Se todos forem perdidos, a habilitação é suspensa. Em aritmética simples, o cidadão em questão perdeu 15 pontos. Ou seja… Rodou. O que obviamente é um alívio para o trânsito de Carcastillo. Sem contar os 2 mil euros de multa, é claro.


Como havia mais pessoas do que o permitido, o carro acabou apreendido também. E… 200 euros de multa para cada um dos outros passageiros. Taí uma noitada bem acima de qualquer orçamento.



Bombeiro tenta salvar arara; arara manda bombeiro ‘se fu***’

“Fuck off!”, algo como “Vai se fu***!”, disse a arara Jessie a um bombeiro que tentava alguma forma de comunicação para recapturá-la em um telhado de Edmonton, em Londres, no Reino Unido. Como se a vida de um bombeiro já não fosse difícil o bastante, diga-se de passagem. E a culpa, diga-se também, não é da arara. Mas… Sigamos.


A arara – uma arara-canindé, espécie originária da América do Sul – tinha fugido de uma casa vizinha e estava há três dias no telhado, o que fez com que sua dona ficasse preocupada. Será que Jessie estava machucada? O bombeiro Atinc Horoz, responsável por subir no telhado com uma escada extensível, foi instruído a dizer “Eu te amo” em inglês para tentar atraí-la, informa a BBC. De volta, só escutava palavrões.


Palavrões, e em idiomas diversos. Além de inglês, a arara sabia xingar em grego e em turco, outras línguas a que teve acesso durante seu processo de antropomorfização. O bombeiro também aprendeu “Vem!” nessas línguas, o que acabou dando certo. Jessie foi, mas depois mudou de ideia e fugiu novamente para o telhado de outro vizinho.


Quando voou, Jessie mostrou que estava bastante saudável. Talvez estivesse apenas de saco cheio do cativeiro, o que acontece muito com animais silvestres que nasceram para viver FORA DE UMA GAIOLA (desculpe pelo caps, desculpa mesmo… não vai se repetir). No dia seguinte, acabou voltando para o cativeiro.


Da gaiola, disse “Love them”, ou “Amo-os”, o que na cabeça de sua dona significou um agradecimento ao carinho com que o Corpo de Bombeiros de Londres tratou-a. Abaixo, o vídeo (OLHA COMO EL… desculpe… olha como ela parece “radiante”…), divulgado pelo Twitter oficial dos bombeiros londrinos:





MAIS POSTS

Compartilhar

Escolha uma rede para compartilhar

Marcadores